Não tem idade para começar: o segredo é dedicação e muito trabalho

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Aos 68 anos, Luisa Oliver Lima inspira e cria oportunidades para mulheres que estão começando a empreender

 

 

 

 

Luisa Oliver Lima é a prova viva de que empreender não tem idade. Cheia de energia e propósito, ela se dedica a abrir caminhos e dar oportunidades a mulheres que estão começando no mundo dos negócios.

O empreendedorismo acima dos 60 anos é uma tendência crescente, impulsionada pela busca por renda extra, propósito e autonomia — e sustentada pela experiência e resiliência da maturidade. Para ter sucesso, é fundamental planejar o negócio, manter-se atualizado sobre o mercado (especialmente no ambiente digital) e aproveitar a rede de contatos já existente. Além disso, buscar capacitação e apoio de organizações voltadas ao empreendedorismo pode fazer toda a diferença.



Entre as vantagens de empreender após os 60 anos, estão:

  • Experiência e resiliência: a bagagem de vida e profissional traz segurança para lidar com os desafios;

  • Propósito e autonomia: empreender desperta um novo senso de propósito, mantém a mente ativa e oferece liberdade nas decisões;

  • Benefícios financeiros: é uma alternativa para complementar a renda da aposentadoria, especialmente diante do aumento do custo de vida;

  • Bem-estar: a atividade empreendedora eleva a autoestima, melhora a saúde emocional e amplia as conexões sociais.

Mas, como em toda jornada empreendedora, também há desafios:

  • Atualização: adaptar-se às constantes mudanças tecnológicas exige aprendizado contínuo;

  • Gestão: conhecer bem um ofício não significa saber administrar um negócio — planejamento é essencial;

  • Dificuldades digitais: muitos empreendedores enfrentam barreiras na adaptação às ferramentas e estratégias online.

Com planejamento, capacitação e dedicação, porém, é possível alcançar resultados surpreendentes — como mostra a história inspiradora de Luísa.

 

Da corretagem de imóveis ao artesanato

Depois de 25 anos de carreira como corretora de imóveis, Luísa casou-se pela segunda vez e, com o novo matrimônio, redescobriu um talento até então adormecido: o artesanato. Hoje, é empreendedora à frente da Arts Luisa, empresa que mantém em parceria com o esposo, responsável pela marca “Ali Artesanatos em MDF”. Esta é a segunda jornada empreendedora do casal.

No início, o foco era o artesanato pet, especialidade da Artes Luisa. Mas tudo começou a ganhar novas cores quando Luísa passou a participar de um grupo de mulheres de uma comunidade cristã de Curitiba, que promovia atividades voltadas ao incentivo e desenvolvimento feminino. Lá, ela aprimorou suas técnicas em pintura e artesanato em MDF e percebeu o talento e o entusiasmo de muitas mulheres ao redor.

“Com a minha disposição para comunicar e motivar, vislumbrei a oportunidade de impulsionar essas mulheres. Após algumas conversas e encontros, surgiu a ideia de criar um grupo para organizar exposições e dar visibilidade aos produtos delas”, conta.

Em 2016, Luisa iniciou sua trajetória no artesanato participando de um curso. “Com o coração cheio de vontade de criar e servir, percebi que poderia unir forças com as mulheres do curso para expor nossos trabalhos. O desejo era simples, mas o propósito era grande: transformar dons em oportunidades”, relembra.

O nascimento da AMEC

Um ano depois, nasceu a AMEC — Associação de Mulheres Empreendedoras Cristãs, um espaço de união, fé e fortalecimento feminino.

“A inspiração maior vem da minha fé, mas também das mulheres que lutam, recomeçam e acreditam, mesmo diante dos desafios. E sempre falo que a minha grande mentora é Glória Maria Fernandes, do Instituto Transformando Ideias. Ela me apoia há mais de seis anos, é uma grande amiga e parceira de negócios”, destaca Luisa.

A AMEC começou com 20 mulheres, expondo seus produtos em um espaço no bairro Alto, em Curitiba. Com uma taxa simbólica de participação, o projeto já soma oito anos de história, proporcionando oportunidades tanto para iniciantes quanto para quem busca ampliar a visibilidade de seu trabalho, e segue buscando parceiros para expor e empreender com a associação.

“Vimos muitas expositoras que começaram conosco abrirem seus próprios negócios e expandirem para lojas e grandes feiras”, conta Luisa, orgulhosa.

 

Empreender como missão

Para ela, empreender é mais do que ter um negócio — é uma missão.

“É a forma que encontrei de impactar pessoas, gerar autonomia e valorizar dons de centenas de mulheres que precisam apenas de uma oportunidade. Mesmo nos dias difíceis, lembro que empreender é um chamado que transforma não apenas a minha história, mas também a de quem caminha ao meu lado.”

Luisa ressalta que o que mais ama é ver negócios ganhando forma, pessoas se descobrindo capazes e sonhos saindo do papel.

“Cada produto das empreendedoras é uma oportunidade de aprendizado, conexão e fé colocada em prática.”

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Três dicas de Luisa para quem quer empreender

  1. Comece com o que tem, mas comece!
    Não espere o cenário perfeito — o movimento é o que abre os caminhos.

  2. Tenha propósito.
    O lucro é importante, mas o sentido é o que sustenta a caminhada.

  3. Permaneça firme em Deus.
    Empreender com fé é entender que cada desafio traz uma lição e cada conquista, um propósito maior.

“A minha mensagem para quem está começando ou sonha em empreender é: insista, persista e nunca desista”, finaliza Luisa.

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