Condenação à prisão perpétua do assassino de Shinzo Abe no Japão

Divulgação/NHK

Tetsuya Yamagami recebe pena máxima pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe em 2022

Tetsuya Yamagami foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em julgamento realizado em Nara.

Em 21 de janeiro de 2026, o Tribunal de Nara, no Japão, sentenciou Tetsuya Yamagami, de 45 anos, à prisão perpétua pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe. Abe foi morto a tiros em julho de 2022 enquanto discursava em um comício na cidade de Nara, chocando o país e o mundo.

O crime e suas motivações

Shinzo Abe, que havia sido o primeiro-ministro com o mandato mais longo na história do Japão e ainda exercia grande influência política em 2022, foi baleado por Yamagami, um ex-membro da Marinha japonesa. Durante o julgamento, o réu confessou o assassinato, declarando: “É verdade que fui eu”.

Yamagami alegou que sua ação foi motivada por ressentimentos ligados à sua família, principalmente após sua mãe se juntar à Igreja da Unificação, conhecida por exigir grandes doações. Segundo ele, o desaparecimento e suicídio do irmão mais velho, contrário à fé da mãe, aumentaram sua angústia. Abe foi escolhido como alvo por ser visto como uma figura que conectava a influência política ao grupo religioso.

Processo judicial e sentença

O julgamento ocorreu entre outubro e dezembro de 2025, com 15 audiências realizadas para avaliar as circunstâncias do crime e definir a pena. A promotoria pediu prisão perpétua, destacando a gravidade do ato e sua repercussão nacional.

A decisão, anunciada em janeiro de 2026, refletiu o entendimento do tribunal sobre a seriedade do assassinato e as motivações pessoais e políticas que o envolveram. Yamagami foi detido em flagrante no local do crime, segurando uma espingarda caseira, e não contestou sua culpa ao longo do processo.

Impacto político e social

A morte de Shinzo Abe representou um marco na política japonesa, interrompendo abruptamente a trajetória de um dos líderes mais influentes do país. O atentado suscitou debates sobre segurança em eventos públicos e a relação entre política e grupos religiosos no Japão.

A sentença de prisão perpétua para Yamagami reafirma a resposta judicial rigorosa diante de crimes que abalam a estabilidade política e social. O caso permanece como um exemplo das complexas intersecções entre motivos pessoais, crenças religiosas e a dinâmica política contemporânea japonesa.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação/NHK

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