Pedro Ernesto Macedo- Jornalista
Em um mundo onde a dor crônica se tornou uma epidemia silenciosa, afetando milhões e frequentemente reduzida a um ciclo interminável de analgésicos e cirurgias paliativas, surge a necessidade urgente de repensar a saúde como um processo regenerativo, não meramente corretivo. Aqui reside a relevância profunda do trabalho de médicos que, como o Dr. Guilherme Castro , neurocirurgião –, integram a neurocirurgia funcional à medicina regenerativa, ozonioterapia e abordagens que conectam mente e corpo.
A dor crônica não é mero sintoma; é uma disfunção sistêmica que aprisiona o indivíduo em um estado de homeostase mal-adaptativa, limitando mobilidade, criatividade e vitalidade. A neurocirurgia funcional, especialidade do Dr. Guilherme, atua precisamente nesse ponto: modula circuitos neurais para restaurar equilíbrio, sem recorrer a intervenções brutas. Técnicas como neuromodulação ou estimulação cerebral profunda permitem aliviar dores neuropáticas, lombalgias crônicas, hérnias discais e condições como Parkinson ou epilepsia refratária, promovendo regeneração neuronal em vez de supressão química. Estudos globais corroboram que essas abordagens minimamente invasivas reduzem riscos, aceleram recuperação e melhoram a qualidade de vida de forma sustentável.
Mas o que torna essa prática ainda mais transformadora é a incorporação da medicina regenerativa – um paradigma que desafia o reducionismo da medicina convencional. Em vez de mascarar inflamações ou dores com opioides e anti-inflamatórios, o foco está em estimular os mecanismos naturais de reparo do corpo: ativação de células-tronco, oxigenação tecidual via ozonioterapia e restauração de equilíbrio bioenergético. Na prática, isso significa tratar artroses, lesões medulares e dores crônicas da coluna com terapias que promovem a auto-cura, evitando cirurgias desnecessárias e dependência medicamentosa. Meta-análises em revistas como Pain Medicine demonstram que a ozonioterapia reduz inflamação e melhora função em dores lombares crônicas, enquanto a regenerativa celular reverte danos teciduais em condições degenerativas.
Mais provocador ainda é o uso de ferramentas como o brainspotting, que o Dr. Guilherme integra em parceria com profissionais como a neuropsicóloga Cristiane Ramos. Essa técnica, descoberta por David Grand, acessa pontos neuropsicológicos profundos via posições oculares, processando traumas emocionais que se manifestam como dores físicas crônicas. O cérebro não distingue dor emocional de física em níveis subcorticais; traumas não resolvidos congelam respostas adaptativas, perpetuando sofrimento. Brainspotting libera esses bloqueios, promovendo integração mente-corpo e alívio duradouro – uma ponte entre neurociência e psicoterapia que transcende o modelo biomédico tradicional.
Em um Brasil onde o sistema público sobrecarrega-se com filas para tratamentos paliativos, o trabalho desses profissionais ilustra a importância de uma saúde integrativa: prevenir incapacidades, reduzir custos sociais e elevar a dignidade humana. Não se trata de modismo, mas de ciência aplicada com rigor intelectual – alinhada a avanços globais em células-tronco, neuromodulação e processamento traumático. Ignorar essa evolução é condenar pacientes a uma existência limitada; abraçá-la é afirmar que a vitalidade não é privilégio, mas direito regenerável.
A dor crônica não precisa ser destino. Quando a neurocirurgia funcional se alia à regenerativa e ao processamento profundo do cérebro, ela se torna ferramenta de libertação. Esse é o legado intelectual que práticas como essas constroem: não remendos, mas renascimento.
