Como a agenda econômica de Trump pode influenciar seu portfólio em 2026

President Trump in the Oval Office with charts

Entenda os cinco impactos das políticas de Trump e estratégias para investidores neste ano

A agenda econômica de Trump em 2026 traz desafios e oportunidades para investidores, com impactos em comércio, juros e tributação.

O início de 2026 marca a transição da “agenda econômica de Trump” de promessas eleitorais para impactos reais nos portfólios dos investidores. Com uma série de medidas que incluem tensões comerciais elevadas, o pacote fiscal One Big Beautiful Bill Act (OBBBA) e um ambiente regulatório renovado, o cenário financeiro dos EUA apresenta desafios e oportunidades distintas em relação aos anos anteriores.

Protecionismo e impacto no dólar

A postura protecionista do governo Trump resulta nas tarifas mais altas desde os anos 1930. Essa política contribuiu para a desvalorização do dólar em 2025, com grandes investidores globais realocando reservas para moedas estrangeiras. Embora o dólar mantenha seu status de moeda de reserva, uma tendência de queda pode beneficiar ativos internacionais. O ideal é revisar a diversificação internacional da carteira, considerando que cerca de 65% do mercado público global é composto por ações americanas e 35% por ações estrangeiras. Apesar de oscilações geradas por notícias comerciais, o mercado mostrou resiliência, com o S&P 500 retornando cerca de 18% em 2025.

Perspectivas para as taxas de juros

Com o término do mandato do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em maio de 2026, a expectativa é de que o novo líder mantenha uma postura favorável a juros baixos, alinhada à administração Trump. Isso pode tornar investimentos em renda fixa e dinheiro menos atrativos, exigindo alternativas como títulos de alta qualidade e ações pagadoras de dividendos para geração de renda. É importante estar atento aos riscos associados a cada opção.

Continuidade da política fiscal pelo OBBBA

O OBBBA estende cortes nos impostos corporativos e introduz novos incentivos, proporcionando maior certeza para o mercado. Embora não altere drasticamente a trajetória dos lucros, a clareza fiscal tende a estimular recompra de ações e investimentos corporativos. A construção de portfólios deve considerar a eficiência tributária, coordenando contas tributáveis e isentas para maximizar os retornos líquidos.

Desregulamentação e seus efeitos

A flexibilização de regras regulatórias, especialmente no setor financeiro, visa estimular o crescimento econômico facilitando crédito e investimentos. Uma das inovações é a autorização para fundos mútuos lançarem versões em ETF de suas estratégias ativas, reduzindo custos e melhorando a eficiência fiscal para investidores. Além disso, o setor energético tradicional recebe apoio para ampliar a produção, o que pode ajudar a controlar a inflação. No entanto, o mercado tende a antecipar os benefícios da desregulamentação rapidamente, exigindo cautela na exposição a setores específicos.

Estratégias para 2026

Apesar da influência das políticas governamentais na volatilidade do mercado, dados históricos indicam que o desempenho de longo prazo não é determinado apenas pelo partido no poder. Investidores devem evitar mudanças drásticas baseadas em resultados eleitorais e focar em diversificação ampla e alinhamento com metas de longo prazo. Aproveitar momentos de volatilidade para rebalancear e aderir a fundos mais eficientes em custos, como os “copycat ETFs”, pode ser uma estratégia eficiente para enfrentar o ciclo político e econômico vigente.

Este cenário reforça a importância de uma abordagem informada e equilibrada, onde a agenda econômica de Trump configura o contexto, mas não dita decisões impulsivas. Manter a disciplina e a diversificação será fundamental para navegar as incertezas e aproveitar as oportunidades de 2026.

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