Ministro da Secretaria-Geral da Presidência pede redução urgente da taxa de juros para aliviar pequenos empresários
Guilherme Boulos denuncia "agiotagem" e cobra redução da taxa Selic em 15%, destacando impacto negativo para pequenos empresários.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol-SP), fez duras críticas à taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano, durante entrevista concedida ao programa “Bom Dia, Ministro”, na manhã de 21 de janeiro de 2026.
Boulos classificou o atual patamar da taxa básica de juros como “injustificado” e afirmou que esse nível elevado representa um problema grave, especialmente para pequenos empresários que enfrentam dificuldades financeiras agravadas pelo custo do crédito mais elevado. Para o ministro, essa situação se assemelha a uma “agiotagem” oficializada pela política monetária vigente.
A cobrança ao Banco Central
Diante dos números, Boulos cobrou uma postura mais proativa do Banco Central do Brasil na redução da taxa Selic. Ele destacou que o índice, embora seja o principal instrumento para controlar a inflação, precisa ser ajustado para evitar o endividamento excessivo e a pressão econômica sobre os setores mais vulneráveis da economia.
A autoridade monetária tem reunião agendada para os dias 27 e 28 de janeiro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá definir o percentual da taxa básica de juros para os próximos meses. Essa decisão é acompanhada de perto pelo mercado e diversos setores econômicos, dado seu impacto direto nas condições de crédito e no custo do dinheiro.
Impactos da taxa Selic alta
A Selic funciona como referência para diversas operações financeiras, incluindo títulos públicos e empréstimos. Quando elevada, os juros encarecem, o que pode desacelerar o consumo e os investimentos, mas também ajuda a conter a inflação. No entanto, para Boulos, esse equilíbrio está comprometido no cenário atual, pois a taxa em 15% ao ano penaliza pequenos empresários, reduz a competitividade e pode aumentar a dívida pública indiretamente.
Perspectivas para a política monetária
Nos últimos anos, a Selic passou por ajustes significativos, alcançando patamares que não eram vistos há duas décadas. Essa elevação tem gerado debates intensos sobre os rumos da política monetária no Brasil, dividindo opiniões entre economistas, políticos e agentes do mercado.
Enquanto alguns defendem a manutenção ou até aumento dos juros para controlar a inflação, outros, como Guilherme Boulos, alertam para os efeitos adversos de uma taxa muito alta para a economia real e os pequenos negócios.
A atenção está voltada para a próxima reunião do Copom, que poderá sinalizar mudanças importantes na condução da política econômica no início de 2026.
—
Imagem: Guilherme Boulos durante entrevista no estúdio do Metrópoles.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo
