Democracia americana enfrenta riscos no primeiro ano de Trump

Evelyn Hockstein/Reuters

Especialistas alertam para avanços autoritários e erosão democrática nos Estados Unidos em 2025

Um ano após a posse de Trump, especialistas avaliam que a democracia americana está à beira do colapso, com ações que fortalecem o autoritarismo.

O primeiro ano da presidência de Donald Trump desde sua reeleição marcou uma escalada significativa no que muitos especialistas consideram um retrocesso da democracia americana. A “democracia americana enfrenta riscos” foi a avaliação compartilhada por historiadores, cientistas políticos e ex-profissionais da inteligência, que destacam a velocidade e amplitude das mudanças impostas pelo governo.

Avanços autoritários no governo Trump

Desde a posse em 2025, o presidente Trump acelerou a consolidação do poder por meio de diversas ações: desmantelamento de agências federais, demissões em massa no serviço público, perseguição a opositores políticos e restrições à liberdade de imprensa. O uso da força federal em cidades governadas por democratas e o ataque a decisões judiciais independentes evidenciam um padrão autoritário pouco comum em democracias consolidadas.

Avaliações acadêmicas e índices de saúde democrática

Cientistas políticos renomados, como Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, classificam os EUA como uma democracia competitiva autoritária, onde eleições ocorrem, mas o governo manipula o sistema para se manter no poder. Índices como os da Bright Line Watch e do Century Foundation revelam quedas abruptas na saúde democrática, com o país se aproximando de regimes híbridos ou iliberais, distantes do ideal democrático tradicional.

Resistência institucional e sociedade civil

Embora o governo rejeite críticas e atribua os ataques à “síndrome de Trump”, organizações como a ACLU têm obtido sucesso em ações judiciais contra políticas consideradas autoritárias. O apoio popular a Trump diminuiu, e movimentos de oposição têm ganhado força, com milhões participando de protestos e registro de observadores para fiscalizar ações federais.

O papel das eleições de 2026

Especialistas alertam que o cenário tende a se agravar até as eleições de meio de mandato, quando o equilíbrio do Congresso pode mudar. A possibilidade de repressão a eleitores e interferência nas urnas gera preocupação, mas a mobilização política e judicial seguem sendo os principais instrumentos para conter a erosão democrática.

Influência de oligarcas e mudanças no governo

A aproximação do presidente com bilionários do setor tecnológico, como Elon Musk, que chegou a comandar a recém-criada “department of government efficiency”, trouxe um modelo inédito de influência oligárquica dentro do governo, com cortes expressivos no funcionalismo público e mudanças abruptas em políticas sociais e científicas.

Análise crítica e perspectivas futuras

O debate sobre o estado da democracia americana permanece acirrado. Enquanto alguns defendem uma visão mais minimalista focada na realização de eleições livres, outros ressaltam que a combinação de medidas autoritárias, perseguição política e enfraquecimento das instituições indica uma crise profunda. A recuperação democrática depende, segundo estudiosos, da resistência contínua da sociedade e das instituições.

A “democracia americana enfrenta riscos” reais, e o ano de 2026 será decisivo para definir se o país conseguirá reverter os efeitos das políticas recentes e fortalecer seus pilares democráticos ou se continuará em uma trajetória de declínio institucional e autoritarismo.

Fonte: www.theguardian.com

Fonte: Evelyn Hockstein/Reuters

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