Ryanair Michael O’Leary destaca aumento nas vendas após conflito com Elon Musk

CEO da Ryanair atribui disputa pública com Elon Musk a impulso nas reservas de passagens

Ryanair Michael O'Leary afirma que atrito público com Elon Musk impulsionou as vendas de passagens da companhia aérea europeia.

Ryanair Michael O’Leary, CEO da maior companhia aérea de baixo custo da Europa, afirmou em Dublin que o conflito público com Elon Musk tem sido positivo para os negócios da empresa. Segundo O’Leary, a polêmica impulsionou as reservas de passagens durante o período em que a companhia promoveu a “Big Idiot Seat Sale”.

A origem do conflito

O desentendimento começou no dia 14 de janeiro, quando O’Leary declarou que a Ryanair não instalaria a tecnologia de internet via satélite Starlink, produzida pela empresa de Musk, SpaceX, em suas aeronaves. A decisão foi justificada por preocupações relativas ao aumento do arrasto aerodinâmico e, consequentemente, ao maior consumo de combustível.

Elon Musk respondeu na mesma data por meio da plataforma X, classificando O’Leary como “mal informado” e duvidando da capacidade da Ryanair em medir com precisão o impacto no consumo de combustível. Musk ainda usou termos ofensivos para se referir ao executivo da Ryanair.

Resposta de O’Leary e impacto na Ryanair

Conhecido pelo estilo direto e pela habilidade em usar a mídia a seu favor, O’Leary rebatou as provocações chamando Musk de “idiota” e minimizando sua expertise em aviação. Apesar das críticas, o CEO afirmou que não se sentiu ofendido e revelou que o conflito trouxe publicidade gratuita para a companhia, que agradece a Musk pelo impulso nas vendas.

Custos e razões para não adotar o Starlink

O’Leary detalhou que a instalação do sistema Starlink em sua frota de 643 aeronaves geraria custos anuais de instalação e operação estimados em US$ 200 a 250 milhões, devido à resistência aerodinâmica causada pelas antenas no fuselagem. Além disso, ressaltou que, apesar de a Starlink afirmar que 90% dos passageiros estariam dispostos a pagar pelo serviço, a Ryanair constatou que menos de 10% dos seus clientes fariam isso, tornando o investimento inviável economicamente.

Possível investimento de Musk na Ryanair

No desenrolar da disputa, Musk levantou a possibilidade de adquirir a Ryanair, questionando quanto custaria a compra e sugerindo colocar alguém chamado “Ryan” no comando. O’Leary comentou que, apesar das restrições da União Europeia que impedem estrangeiros de controlar majoritariamente companhias aéreas europeias, receberiam investimentos de Musk com bons olhos, considerando-os mais vantajosos que os retornos financeiros que ele obtém com a plataforma X.

Conclusão

A disputa entre Ryanair Michael O’Leary e Elon Musk revela não só diferenças técnicas e econômicas, mas também estratégias de comunicação que impactam diretamente o mercado e o público consumidor. O episódio evidencia como o conflito e a exposição midiática podem influenciar positivamente os negócios em setores competitivos como o de aviação comercial.

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