Liquidação do Will Bank revela impacto na garantia de depósitos

colorida da Will Financeira, que fazia parte do conglomerado do Banco Master

Banco Central atribui encerramento à falha com Mastercard e vínculos financeiros com Banco Master

Liquidação do Will Bank ocorreu após falha com Mastercard, elevando riscos para o Fundo Garantidor de Créditos e investidores.

O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., conhecida como Will Bank, citando entre os motivos principais o descumprimento da grade de pagamentos com a Mastercard. Essa decisão ocorreu em 21 de janeiro de 2026, num contexto marcado pela recente liquidação do Banco Master em novembro do ano anterior, cuja controladora da Will é parte.

Contexto da liquidação

Controlada desde fevereiro de 2024 pelo conglomerado Master, liderado por Daniel Vorcaro, a Will Bank teve sua continuidade avaliada pelo Banco Central com a possibilidade de uma solução preservadora. No entanto, a deterioração da situação econômico-financeira e a insolvência da instituição, agravadas pelo vínculo com o Banco Master já sob liquidação, tornaram inevitável sua liquidação extrajudicial.

Impactos para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

A liquidação do Will Bank eleva significativamente o risco para o Fundo Garantidor de Créditos. O FGC já está em processo de desembolso de aproximadamente R$ 40,6 bilhões relacionados ao Banco Master; com essa nova medida, o montante pode atingir cerca de R$ 50 bilhões.

Perfil dos depósitos e garantias

Segundo dados do IFData, sistema do Banco Central, a Will Financeira detinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo até setembro do ano anterior, o último balanço divulgado. Esses depósitos são majoritariamente compostos por Certificados de Depósito Bancário (CDBs), títulos que têm prazo e remuneração definidos, emitidos para captar recursos do público.

Por serem passivos financeiros, esses valores devem ser ressarcidos aos investidores e contam com a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Assim, um alto volume de depósitos concentrados em uma instituição representa maior exposição do fundo em cenários de intervenção ou liquidação.

Relação com o Banco Master e o desafio de controle

A ligação entre a Will Financeira e o Banco Master, que já se encontrava sob liquidação, expôs a Will a uma situação de insolvência vinculada, dificultando alternativas para manter sua operação. O exercício do poder de controle do Banco Master sobre a Will agravou as condições econômicas da controlada, culminando na decisão do Banco Central.

O caso ilustra os desafios regulatórios e financeiros enfrentados por conglomerados quando instituições controladoras entram em crise, evidenciando a necessidade de mecanismos eficazes para proteger investidores e garantir a estabilidade do sistema financeiro.

![Will Financeira](https://image.metroimg.com/wp-content/uploads/e7e7823c-will-financeira.jpeg)
Foto: colorida da Will Financeira, que fazia parte do conglomerado do Banco Master

A liquidação do Will Bank ressalta a complexidade e os riscos envolvidos na gestão de instituições financeiras e o papel fundamental das garantias oferecidas para mitigar impactos no mercado e na confiança dos investidores.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: colorida da Will Financeira, que fazia parte do conglomerado do Banco Master

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