Ações para investir com potencial de ganho em 2026, avalia analista da Empiricus

Especialistas destacam setores e estratégias para aproveitar o mercado brasileiro em ano eleitoral e de corte de juros

Especialistas apontam que ações para investir em 2026 podem gerar ganhos, destacando setores como financeiro, energia e cíclicos, mesmo em cenário eleitoral e de juros em queda.

O ano de 2026 traz novas perspectivas para o mercado acionário brasileiro, e as “ações para investir em 2026” ganham destaque segundo especialistas que participaram do evento “Onde Investir em 2026”. Apesar do cenário marcado por eleições, Copa do Mundo e início do ciclo de corte de juros, o mercado apresenta oportunidades para investidores que adotarem estratégias fundamentadas.

Ciclos que marcam 2026

A analista da Empiricus Research, Larissa Quaresma, destaca três grandes ciclos que influenciarão o mercado neste ano: o ciclo de juros, o eleitoral e a diversificação de recursos para mercados emergentes. A interação desses ciclos deve definir a dinâmica das ações e das carteiras de investimentos.

Ela alerta que, até abril, ainda não haverá definição clara sobre os candidatos à Presidência, o que mantém a volatilidade típica do período eleitoral. Para enfrentar esse cenário, recomenda focar em empresas com crescimento baseado em ganho de participação de mercado, modelos de negócios estruturalmente rentáveis e valuations razoáveis.

Setores e empresas recomendados

No setor financeiro, considerado um bom pagador de dividendos, são recomendadas ações como Itaú (ITUB4) e Porto. Contudo, a analista ressalta que o extraordinário pagamento de dividendos visto no final de 2025 não deve se repetir, uma vez que foi motivado por mudanças tributárias pontuais.

Além disso, são indicados nomes cíclicos como Localiza (RENT3), Smart Fit (SMFT3) e Rede D’or (RDOR3), além de empresas com exposição em dólar ou petróleo para reduzir volatilidade, como Prio (PRIO3).

O sócio da Alpha Key Capital, Bruno Rignel, reforça a indicação para Prio e cita também Nubank (ROXO34), Allos (ALOS3), Track&Field (TFCO4), Priner (PRNR3), 3tentos (TTEN3) e Axia Energia (AXIA3) como opções para 2026.

Já Bruno Henriques, analista sênior do BTG Pactual, recomenda ações do Itaú, do setor de energia como Equatorial (EQTL3), Axia Energia e Copel (CPLE3), e empresas ligadas ao programa Minha Casa, Minha Vida, como Direcional (DIRR3) e Cyrela (CYRE3).

Perspectivas para o mercado e riscos

Henriques destaca que o mercado global tem uma visão mais pragmática sobre o cenário eleitoral brasileiro, diferente do investidor local que costuma dar maior peso a ruídos políticos. Ele ressalta que 2026 será o primeiro ano com ciclo de queda de juros concomitante ao ciclo eleitoral, o que pode alterar a dinâmica de análise tradicional.

Quaresma aponta o fluxo estrangeiro como elemento chave que tem impulsionado o mercado brasileiro, que não está isolado das tendências vistas em outros mercados emergentes.

Quanto aos dividendos, Rignel alerta para a importância de avaliar a sustentabilidade dos pagamentos ao longo do tempo, já que nem todas as empresas têm condições financeiras de manter os níveis atuais.

Estratégia para os investidores

O consenso entre os analistas é que, apesar dos desafios, “ações para investir em 2026” oferecem potencial de ganhos para quem fizer escolhas criteriosas e tiver exposição ao risco adequada. A diversificação setorial e a atenção aos ciclos econômicos e políticos são essenciais para compor uma carteira equilibrada e preparada para a volatilidade do ano.

Investidores devem buscar empresas com fundamentos sólidos, capacidade de geração de caixa e resiliência frente às variações do mercado, especialmente em um ano marcado por incertezas políticas e econômicas.

Com a combinação de cortes de juros, eventos eleitorais e dinâmicas internacionais, 2026 promete ser um ano desafiador, porém repleto de oportunidades para quem acompanha de perto os movimentos do mercado e escolhe bem suas ações.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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