Presidente dos EUA apresenta ambicioso sistema antimísseis e relaciona à aquisição do território autônomo
Trump revelou planos para construir o maior Domo de Ouro, sistema antimísseis, e usou a iniciativa para justificar o interesse na Groenlândia, que chamou de "pedaço de gelo".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um discurso polêmico durante o Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça, no dia 21 de janeiro de 2026. Em sua fala, Trump revelou planos ambiciosos para a construção do “maior Domo de Ouro do mundo”, um sistema avançado de defesa antimísseis que visa proteger não apenas os EUA, mas também o Canadá e a Groenlândia.
O conceito do Domo de Ouro
O Domo de Ouro é apresentado por Trump como uma evolução do sistema de defesa antimísseis conhecido mundialmente, projetado para neutralizar ataques aéreos como mísseis balísticos, foguetes, drones e aviões inimigos. O presidente norte-americano fez menção direta ao Domo de Ferro de Israel, elogiando o sistema israelense como “fantástico”, mas enfatizando que o projeto americano será superior e com tecnologia própria.
“O que a gente fez por Israel foi fantástico, mas nada se compara ao que temos planejado para os Estados Unidos, Canadá e o resto do mundo. Nós vamos construir um Domo de Ouro como nenhum outro. Nós fizemos isso em Israel. E, aliás, eu falei para pararem de receber crédito pelo domo em Israel, porque é a nossa tecnologia, tudo é nosso”, afirmou Trump.
Relação com o interesse na Groenlândia
O discurso do presidente incluiu uma justificativa estratégica para seu interesse na Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Trump descreveu a Groenlândia como um “pedaço de gelo” no meio do oceano e questionou quem teria interesse em defender uma área com essas características, sugerindo que a presença do Domo de Ouro na região seria decisiva para sua proteção.
Essa declaração reforça a visão de que a aquisição da Groenlândia teria como um dos objetivos a instalação do sistema antimísseis, ampliando a influência militar dos Estados Unidos no Atlântico Norte e no Ártico.
Contexto geopolítico e reações
Além do anúncio do Domo de Ouro, Trump aproveitou para criticar aliados tradicionais dos EUA, como o Canadá, que, segundo ele, “vive dos EUA e deveria ser grato”, e a Europa, que “não está na direção correta”. Suas declarações refletem uma postura de assertividade e revisão das alianças internacionais, com foco na segurança e na supremacia tecnológica.
O interesse na Groenlândia já havia sido tema de especulações anteriores, e o discurso de Trump em Davos adiciona uma camada de complexidade ao cenário político global, levantando debates sobre soberania, poder militar e os rumos da política externa americana.
Desdobramentos esperados
A proposta do Domo de Ouro e a intenção de adquirir a Groenlândia provavelmente intensificarão discussões diplomáticas entre Estados Unidos, Dinamarca, Canadá e países europeus. Além dos aspectos militares, questões ambientais e econômicas ligadas à região ártica estão no centro dos interesses internacionais, dada a importância do território para rotas marítimas, recursos naturais e mudanças climáticas.
O discurso de Trump em Davos é um indicativo claro de que 2026 poderá ser um ano de redefinição das estratégias globais de defesa e das relações entre potências. A execução do projeto do Domo de Ouro e os movimentos em relação à Groenlândia merecerão monitoramento atento da comunidade internacional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/CNN
