Defesa pede troca de juízes enquanto julgamento é adiado pela quarta vez na Itália
Nova audiência sobre extradição de Carla Zambelli foi marcada para 11 de fevereiro após adiamento. Defesa pede troca de juízes no processo na Itália.
A Corte de Apelação de Roma definiu o dia 11 de fevereiro para a nova audiência sobre a extradição de Carla Zambelli, ex-deputada federal brasileira. Condenada no Brasil como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli tem seu processo na Itália adiado pela quarta vez, refletindo as complexidades legais que envolvem seu caso.
Pedido de troca dos juízes no processo
Durante a audiência realizada em 20 de janeiro, Zambelli solicitou à Corte a troca dos juízes responsáveis pelo julgamento. A defesa tem até três dias para formalizar esse pedido, que, se aceito, pode levar ao reinício do processo do zero. Até o momento, o caso dela tem sido analisado em sessões que tratam de múltiplos processos, o que a defesa alega impactar a imparcialidade do julgamento.
Condições da prisão contestadas
Os advogados da ex-deputada argumentaram que a prisão brasileira indicada para ela, a Colmeia no Distrito Federal, não respeita os direitos humanos. Atualmente, Zambelli cumpre pena no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Essa contestação das condições carcerárias integra as estratégias da defesa para impedir a extradição.
Esclarecimentos da Advocacia Geral da União
O advogado Alessandro Silveri, representante da Advocacia Geral da União no processo, esclareceu que o adiamento não representa vitória da defesa. Segundo ele, o pedido de substituição do colegiado pode ser feito por qualquer parte, conforme legislação italiana, e ainda não foi protocolado. Silveri destaca que as alegações da defesa carecem de fundamento, pois o tribunal tem demonstrado equilíbrio e respeito aos direitos processuais.
Histórico das condenações e situação política
Carla Zambelli cumpre penas de 10 anos e 8 meses por invasão hacker ao CNJ, além de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal em caso relacionado a perseguição armada durante as eleições de 2022. Em dezembro, ela renunciou ao mandato parlamentar após decisão do Supremo Tribunal Federal anular votação que rejeitou seu pedido de cassação.
O processo de extradição e seus desdobramentos refletem tensões políticas e jurídicas entre Brasil e Itália, com a ex-parlamentar buscando evitar seu retorno para cumprimento das penas no Brasil. A próxima audiência será decisiva para os próximos passos legais do caso.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Fábio Vieira/Metrópoles
