EUA avançam na saída da Organização Mundial da Saúde com pendências financeiras

President Donald Trump

Retirada oficial marcada enquanto desafios legais e dívidas em aberto preocupam organização global

EUA preparam saída oficial da OMS, mas enfrentam obstáculos legais e dívida de cerca de US$ 260 milhões em taxas não pagas.

A saída oficial dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) está marcada para esta quinta-feira, consolidando um processo iniciado há um ano pelo ex-presidente Donald Trump. Ele assinou uma ordem executiva determinando o desligamento do país da agência de saúde das Nações Unidas, porém, conforme as leis americanas, a retirada exige notificação prévia de um ano e o pagamento de todas as taxas pendentes.

Dívidas financeiras e obstáculos legais

Até o momento, o governo dos EUA não quitou as taxas referentes aos anos de 2024 e 2025, totalizando aproximadamente US$ 260 milhões. Essa pendência financeira configura um dos principais entraves para a efetivação da saída completa do país da OMS. A situação será tema de discussão durante a reunião do conselho executivo da organização em fevereiro, onde os membros debaterão como lidar com a retirada dos EUA.

Apelos para reconsideração e impactos globais

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, tem manifestado preocupação com a decisão americana, qualificando a saída como uma perda tanto para os EUA quanto para o mundo. Em recente entrevista, ele expressou esperança de que os Estados Unidos reconsiderem a retirada, ressaltando os potenciais prejuízos à cooperação global em saúde pública.

Argumentos da administração americana

Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos, em vídeo direcionado à Assembleia Mundial da Saúde, justificou a decisão ressaltando problemas na estrutura da OMS, como burocracia excessiva, paradigmas arraigados, conflitos de interesse e influência da política internacional. Segundo ele, essas questões motivaram o ex-presidente Trump a optar pela saída.

Perspectivas futuras e posicionamento internacional

Bill Gates, presidente da Fundação Gates, que apoia iniciativas globais de saúde, incluindo trabalhos da OMS, afirmou que não espera uma reconsideração imediata da decisão por parte dos EUA. Desde o anúncio inicial em 2020, a situação passou por reviravoltas, com o presidente Joe Biden revertendo a saída em 2021, mas agora os EUA parecem prontos para proceder com a desvinculação.

Repercussões para a saúde global

Especialistas e representantes de organismos internacionais alertam para os riscos que a saída dos Estados Unidos implica para o enfrentamento de pandemias e outras emergências de saúde pública, dada a importância do país como financiador e colaborador em pesquisas e programas globais.

A comunidade internacional aguarda as próximas deliberações da OMS e as decisões do governo americano sobre a regularização das pendências financeiras e os passos seguintes nesta transição delicada.

Fonte: www.foxbusiness.com

Fonte: President Donald Trump

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