Bilionário vende Nvidia e aposta em Tesla, Microsoft e Apple para surfar revolução da inteligência artificial
Bilionário Peter Thiel vende participação na Nvidia e concentra 100% do portfólio em três ações de IA: Tesla, Microsoft e Apple, buscando alta exposição ao futuro da tecnologia.
O bilionário Peter Thiel, conhecido por cofundar a Palantir Technologies, realizou uma movimentação significativa em sua carteira de investimentos ao vender sua participação na Nvidia no terceiro trimestre. Atualmente, 100% do portfólio de seu fundo de hedge, Thiel Macro, está concentrado em três ações de inteligência artificial (IA): Tesla, Microsoft e Apple.
Estratégia de concentração em ações de IA
Thiel alocou 39% do portfólio em Tesla, 34% em Microsoft e 27% em Apple. Essa decisão evidencia uma aposta firme no potencial disruptivo da IA nas áreas de mobilidade, software corporativo e eletrônicos de consumo.
Tesla: da perda de mercado à revolução em IA física
Apesar de ter perdido cerca de 5 pontos percentuais de participação no mercado de carros elétricos e ter sido superada pela chinesa BYD, a tese de investimento em Tesla se apoia no avanço da IA física. A empresa concentra esforços em direção à dirigibilidade autônoma e robótica humanoide.
Na condução autônoma, Tesla adotou uma estratégia focada exclusivamente em câmeras, evitando sensores caros como radar e lidar, o que proporciona um custo inferior em comparação aos concorrentes. Além disso, o desenvolvimento do robô humanoide Optimus, considerado pelo CEO Elon Musk como potencial principal produto futuro, pode representar uma transformação no mercado global de trabalho, com projeções de crescimento bilionário.
Microsoft: monetização da IA via software e nuvem
Microsoft explora sua liderança em software corporativo e serviços de nuvem para capitalizar a inteligência artificial. A introdução de copilotos generativos em seus principais pacotes, como Office e ferramentas de segurança, já resultou em crescimento significativo de usuários ativos.
No segmento de nuvem, o Microsoft Azure ampliou sua participação de mercado ao adicionar capacidade de data centers e serviços específicos de IA. Com uma participação acionária de 27% na OpenAI e direitos exclusivos sobre seus modelos avançados até 2032, a empresa está posicionada para dominar a integração de IA em aplicações empresariais.
Apple: potencial inexplorado e novas parcerias
Apple mantém liderança em smartphones e outros dispositivos de consumo, destacando-se pela integração entre hardware, software e serviços. Apesar de não ter lançado grandes inovações recentes e ter atrasado a exploração comercial da IA, a parceria para integrar modelos Gemini da Alphabet ao assistente Siri pode representar um ponto de inflexão.
Com uma base instalada de mais de 2,3 bilhões de dispositivos, a Apple possui potencial para monetizar IA por meio de serviços de assinatura e recursos avançados como o Apple Intelligence, que oferece funcionalidades de criação e resumo de texto auxiliadas por IA.
Considerações finais
Embora o portfólio concentrado de Peter Thiel tenha superado o índice S&P 500 em 16 pontos percentuais no último ano, as avaliações elevadas das ações, especialmente no que tange a Tesla e Apple, indicam um cenário de risco e potencial especulativo. Investidores interessados devem considerar o horizonte de longo prazo e a tolerância ao risco diante das incertezas inerentes à transformação tecnológica acelerada.
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Imagens ilustram estratégias e produtos das empresas mencionadas na análise.
