Donald Trump lança iniciativa em Davos para mediar conflitos na Faixa de Gaza, incluindo diálogo com a ONU
Trump lançou em Davos o Conselho da Paz, nova iniciativa para mediar conflitos em Gaza com diálogo internacional, incluindo a ONU.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou em 22 de janeiro de 2026, no Fórum Econômico Mundial de Davos, a criação do “Conselho da Paz”, órgão destinado a atuar na mediação dos conflitos na Faixa de Gaza. A iniciativa tem como principal objetivo coordenar esforços internacionais para segurança, financiamento e articulação política durante a fase de transição após o cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Conselho da Paz: proposta e contexto
O Conselho da Paz surge como uma resposta direta à necessidade de estabilizar a região de Gaza, palco de tensões históricas. A ideia é que o conselho trabalhe em conjunto com uma administração tecnocrata palestina, garantindo uma gestão compartilhada e focada na reconstrução e estabilização local. A iniciativa foi apresentada após mediação norte-americana ter obtido uma trégua no conflito no ano anterior.
Participação internacional e contribuições financeiras
A Casa Branca anunciou que 25 países aceitaram o convite para integrar o conselho, destacando na lista Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar, Egito, Turquia, Hungria, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai, Vietnã, Armênia, Azerbaijão e Belarus. A adesão inicial é gratuita por três anos, porém, para a permanência definitiva, os países deverão contribuir com US$ 1 bilhão, valor equivalente à contribuição da Rússia, segundo o documento oficial divulgado em Washington.
Diálogo e críticas à ONU
Em seu discurso, Trump fez críticas à Organização das Nações Unidas, afirmando nunca ter tido contato direto com a entidade e ressaltando seu potencial não aproveitado. Entretanto, enfatizou que o Conselho da Paz dialogará com diversos atores internacionais, incluindo a ONU. Essa postura revela uma tentativa de ampliar canais de negociação e incluir múltiplos parceiros na busca pela estabilidade regional.
Avanços econômicos e visão para o mundo
Além do foco na paz, Trump destacou os avanços econômicos dos Estados Unidos no último ano, citando a redução de 77% do déficit comercial e o sucesso em fechar acordos comerciais com várias nações. Para ele, esses progressos refletem um cenário global mais seguro, rico e pacífico, fortalecendo a capacidade dos Estados Unidos de liderar iniciativas internacionais como o Conselho da Paz.
Repercussões e posicionamentos internacionais
A iniciativa recebeu adesão de países estratégicos, como Israel, enquanto outras nações, como China, preferem manter o diálogo dentro do formato tradicional da ONU. A Rússia, por sua vez, adotou uma postura cautelosa, solicitando mais detalhes sobre a atuação do conselho. Esses posicionamentos refletem a complexidade geopolítica envolvendo o Oriente Médio e a busca por soluções multilaterais para conflitos antigos.
Este novo capítulo na diplomacia internacional concentra expectativas sobre a eficácia do Conselho da Paz de Trump na promoção da estabilidade na Faixa de Gaza e em outras possíveis regiões que venham a ser incluídas em sua agenda futura.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/CNN
