Reino Unido mantém reservas sobre o ‘board of peace’ de Donald Trump

Jack Taylor/PA

Yvette Cooper destaca preocupações com a participação de Putin no plano de paz para Gaza

Reino Unido apoia plano de Trump para Gaza, mas não assinará 'board of peace' devido a preocupações sobre Putin.

O Reino Unido anunciou que não fará parte do “board of peace” criado por Donald Trump, que tem como objetivo supervisionar o cessar-fogo e a reconstrução na Faixa de Gaza. Yvette Cooper, secretária de Estado britânica, explicou que, embora o país apoie o plano de 20 pontos do presidente americano para Gaza, existem preocupações significativas quanto à participação do presidente russo Vladimir Putin nesse mecanismo.

Contexto do board of peace

O “board of peace” foi estabelecido recentemente como uma iniciativa do governo Trump, visando coordenar esforços para uma trégua e a reconstrução da região de Gaza. Porém, críticos apontam que esse conselho pode funcionar como uma alternativa unilateral à ONU, prejudicando o papel das instituições internacionais já consolidadas. A carta de princípios do grupo não menciona explicitamente a Palestina, o que levanta dúvidas sobre sua abrangência e legitimidade.

Posição do Reino Unido

Perguntada sobre a adesão do Reino Unido ao conselho, Yvette Cooper afirmou ao BBC Breakfast que o país “não será um dos signatários” no momento do lançamento oficial. Ela ressaltou que o tratado proposto levanta questões legais complexas que ainda precisam ser avaliadas com cuidado. Além disso, Cooper destacou a discrepância entre o discurso de paz e o comportamento de Putin, que, segundo ela, ainda não demonstrou compromisso para encerrar o conflito na Ucrânia.

Preocupações com a Rússia

A participação de Vladimir Putin no “board of peace” é vista com cautela pelo governo britânico. Cooper indicou que a pressão internacional deve continuar focando na necessidade de a Rússia assumir compromissos concretos para a paz na Ucrânia. O Kremlin confirmou o convite a Putin para integrar o conselho e informou que está em diálogo com Washington para esclarecer os detalhes da proposta.

Composição do conselho e adesões

Além de Trump como presidente, o conselho conta com figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o secretário de Estado americano Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial Ajay Banga. Países como Arábia Saudita, Turquia, Egito e Israel manifestaram interesse em participar da iniciativa.

Encontros em Davos e perspectivas para o conflito na Ucrânia

No Fórum Econômico Mundial de Davos, Trump declarou estar “razoavelmente próximo” de um acordo para a Ucrânia e tem uma reunião agendada com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy para debater o tema. O ex-presidente afirmou que um acordo entre Ucrânia e Rússia é possível e que a falta desse entendimento seria uma decisão imprudente de ambas as partes.

Este cenário reflete a complexidade das negociações de paz em múltiplas frentes e evidencia as divergências entre aliados tradicionais em questões de política internacional e segurança global.

Fonte: www.theguardian.com

Fonte: Jack Taylor/PA

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