Ryanair CEO reage a Elon Musk após sugestão de compra da companhia aérea

Ryanair CEO Michael O'Leary

Conflito entre Michael O'Leary e Elon Musk cresce após declarações sobre possível aquisição da Ryanair

Ryanair CEO Michael O'Leary rebateu a ideia de Elon Musk de comprar a maior companhia aérea da Europa, citando restrições regulatórias e rejeitando o controle externo.

A recente troca de declarações entre Michael O’Leary, CEO da Ryanair, e Elon Musk tem chamado atenção no setor aéreo europeu. A Ryanair, reconhecida como a maior companhia aérea da Europa em número de passageiros, viu seu líder responder diretamente às insinuações de Musk sobre a possível aquisição da empresa.

Contexto do conflito

Elon Musk sugeriu publicamente a ideia de comprar a Ryanair e colocar “alguém chamado Ryan no comando”, em referência a uma provocação direta a O’Leary. Em resposta, o CEO da Ryanair afirmou que, apesar de Musk ser bem-vindo para investir na companhia, as regras da União Europeia impedem o controle acionário por estrangeiros, ressaltando que Musk, nascido na África do Sul e residente nos Estados Unidos, não poderia assumir o comando.

Regulações europeias e propriedade estrangeira

A legislação da União Europeia limita a posse acionária de companhias aéreas por investidores externos para proteger os interesses regionais e manter o controle estratégico. O’Leary enfatizou esse ponto para refutar a possibilidade de Musk exercer domínio sobre a Ryanair, destacando que o empresário teria que respeitar essas normas rígidas caso desejasse participar como acionista.

Troca de farpas entre os executivos

O embate entre O’Leary e Musk se intensificou após a Ryanair anunciar que não adotaria a tecnologia Starlink, serviço de Wi-Fi via satélite desenvolvido pela SpaceX, empresa liderada por Musk. Musk classificou a decisão como “desinformada”, ao que O’Leary retrucou chamando-o de “idiota” em uma entrevista na rádio irlandesa. Musk voltou a responder com críticas semelhantes, ampliando a disputa pública.

Perspectivas sobre o serviço Starlink na aviação

Enquanto outras companhias aéreas, como Qatar Airways, WestJet e Hawaiian Airlines, avançam na implementação do Wi-Fi por satélite, a Ryanair mantém postura cética. O’Leary acredita que a maioria dos passageiros da Ryanair, especialmente em voos curtos, não está disposta a pagar pela internet a bordo. Segundo ele, menos de 10% dos clientes optariam pelo serviço, diferentemente das expectativas da SpaceX.

Impactos para o setor aéreo europeu

Essa rivalidade evidencia os desafios e as diferentes visões sobre a digitalização dos serviços aéreos e a influência de grandes investidores internacionais em companhias aéreas regionais. A Ryanair reforça seu compromisso com estratégias focadas no perfil de seus clientes e nas particularidades do mercado europeu, mantendo distância das iniciativas propostas por Musk.

O que vem a seguir

Apesar das provocações e do debate público, O’Leary demonstrou firmeza em manter o modelo de negócios da Ryanair e a independência da gestão da empresa, deixando claro que eventuais investimentos externos devem respeitar as normas vigentes e o controle local. Enquanto isso, a indústria observa com interesse o desenrolar dessa relação conflituosa entre dois dos nomes mais influentes do setor empresarial global.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: