Conselho da Paz liderado por Trump reúne 35 países em evento internacional

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Iniciativa visa supervisão da transição na Faixa de Gaza com participação global

Donald Trump lança o Conselho da Paz com 35 países para supervisionar transição na Faixa de Gaza.

O lançamento do Conselho da Paz liderado por Donald Trump ocorreu em 22 de dezembro de 2025, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A iniciativa, que já conta com a adesão de 35 países de um total de 60 convidados, tem como objetivo principal a supervisão da transição de poder na Faixa de Gaza. Este movimento internacional aponta para um novo capítulo na diplomacia global, com os Estados Unidos buscando ampliar sua influência nesta região estratégica.

Contexto e adesões internacionais

A cerimônia reuniu representantes de 35 nações, incluindo importantes aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar e Egito. Também figuram membros da OTAN como Turquia e Hungria. Entre os convidados está o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que até o momento não respondeu oficialmente ao convite. No entanto, líderes-chave como Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China, ainda não confirmaram sua participação, o que pode impactar a abrangência do conselho.

Estrutura e poderes do Conselho

Segundo o estatuto obtido pela agência Reuters, Donald Trump terá mandato vitalício como presidente do Conselho da Paz, com amplos poderes administrativos. O documento também prevê que países interessados em um assento permanente deverão contribuir com US$ 1 bilhão, cujo montante ficará sob gestão direta do presidente norte-americano. Tal configuração levanta questões sobre o equilíbrio de poder dentro do órgão e seu papel em relação às instituições internacionais existentes.

Objetivos e função consultiva

Originalmente concebido para contribuir com o fim do conflito na Faixa de Gaza, o Conselho da Paz atuará de forma consultiva, apoiando o comitê que administra provisoriamente o território palestino. Este comitê, em funcionamento no Cairo, é liderado pelo ex-vice-ministro palestino Ali Shaath e por outros 14 membros, reforçando um controle internacional sob supervisão mais direta.

Controvérsias e preocupações globais

A criação do Conselho suscita debates na comunidade internacional, especialmente sobre o risco de sua transformação em uma “ONU paralela”, que poderia enfraquecer o papel tradicional das Nações Unidas nas negociações e na mediação de conflitos globais. Essa perspectiva coloca em evidência a complexidade das dinâmicas diplomáticas atuais e as estratégias dos países envolvidos para ampliar sua influência geopolítica.

Desafios futuros

A adesão de países estratégicos como Rússia e China permanece incerta, e a implementação do Conselho dependerá da capacidade de harmonizar interesses divergentes. Além disso, sua eficácia na supervisão da transição em Gaza será um ponto crucial para medir o impacto real desta iniciativa no cenário internacional.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: White House

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