Presidente dos EUA condiciona ação militar ao desarmamento completo do grupo palestino
Donald Trump afirmou que o Hamas tem até três semanas para entregar suas armas, sob risco de aniquilação militar americana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em 21 de outubro de 2025. Ele estabeleceu um prazo de até três semanas para que o Hamas, grupo palestino que controla a Faixa de Gaza, realize a entrega total de suas armas, sob pena de ser alvo de uma ação militar imediata por parte dos EUA.
Contexto do prazo para entrega total de armas
Trump reforçou que “eles têm que fazer isso” e que a validade desse compromisso será avaliada nos próximos dias. Caso o Hamas não atenda à exigência, o presidente americano afirmou que o grupo será “eliminado muito rapidamente”. Ele ainda destacou as dificuldades inerentes ao desarmamento, observando que membros do Hamas “nasceram com os rifles nas mãos”, o que torna o processo complexo.
Segunda fase do cessar-fogo e mediação americana
Esta declaração ocorre no contexto da segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, estabelecido em 10 de outubro de 2025 e mediado pelos Estados Unidos. Entre as condições centrais dessa trégua estão:
O desarmamento do Hamas;
A retirada gradual das tropas israelenses de áreas ocupadas;
- O aumento do acesso humanitário à região.
Apesar da redução das hostilidades, o Hamas ainda não cumpriu o compromisso de desmilitarização, suscitando tensões e troca de acusações com Israel.
Criação do Conselho da Paz internacional
Como parte do acordo, está prevista a formação de um Conselho da Paz internacional, encarregado de supervisionar o processo de reconstrução da Faixa de Gaza e apoiar a transição para um governo local. A Casa Branca anunciou membros do comitê executivo fundador do conselho, incluindo o secretário de Estado americano Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Participação e avaliação do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu convite formal para integrar o Conselho da Paz. Segundo apurações, o governo brasileiro ainda avalia a proposta, considerando os custos financeiros e possíveis desdobramentos diplomáticos, especialmente quanto à atuação do Conselho de Segurança da ONU. O tema é tratado com cautela pelo Palácio do Planalto.
Implicações e desafios
A exigência de entrega total de armas pelo Hamas em até três semanas representa um desafio significativo para a estabilidade regional. A resistência interna ao desarmamento, as negociações multilaterais e o papel dos Estados Unidos como mediadores reforçam a complexidade do processo. A formação do Conselho da Paz simboliza um esforço internacional para garantir uma solução duradoura e a reconstrução da Faixa de Gaza, contudo, o cumprimento dos acordos e a manutenção do cessar-fogo permanecem incertos.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br
Fonte: by Daniel Torok
