FGC antecipa contribuições para recompor caixa após casos Master e Will Bank

Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

Fundo Garantidor de Créditos planeja medidas para reforçar liquidez diante de pagamentos bilionários

FGC antecipa contribuições e institui cobrança extraordinária para recompor caixa após pagamento bilionário aos investidores do Banco Master e Will Bank.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está preparando um conjunto de medidas para recompor seu caixa após um dos maiores desembolsos de sua história: cerca de R$ 47 bilhões pagos em garantias aos investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Essa quantia representa quase 40% da liquidez que o fundo possuía em junho de 2025, quando contava com R$ 121,128 bilhões.

FGC antecipa contribuições para reforçar liquidez

Para enfrentar o impacto financeiro gerado por essa operação, o FGC deve antecipar a cobrança de até cinco anos de contribuições dos seus associados. Essa antecipação, prevista em suas normas, permite que o fundo cobre entre 12 a 60 meses de contribuições mensais quando julgar necessário para cumprir suas obrigações.

Entretanto, essa medida gera um desafio: o fluxo de caixa do FGC ficará comprometido durante o período equivalente ao tempo antecipado, o que pode afetar seu equilíbrio financeiro no curto prazo.

Cobrança extraordinária como complemento

Para mitigar os efeitos do impacto no fluxo de caixa, o conselho de administração do FGC também pretende instituir uma contribuição extraordinária mensal. Conforme o estatuto do fundo, essa taxa não pode ultrapassar metade da alíquota vigente para as contribuições ordinárias. Essa cobrança tem o objetivo de gerar receitas adicionais sem comprometer integralmente o caixa do fundo.

Caso Will Bank amplia necessidade de recomposição

Além do Banco Master, o Banco Central anunciou em 21 de janeiro a liquidação do Will Bank, que pertence ao mesmo grupo. As garantias relacionadas ao Will Bank devem somar aproximadamente R$ 6,3 bilhões, conforme estimativas preliminares, elevando o total de desembolsos do FGC.

Impactos para associados e o mercado financeiro

A antecipação das contribuições e a cobrança extraordinária podem representar um custo adicional para os bancos associados ao FGC, que terão que ajustar seus planejamentos financeiros para arcar com esses valores. Por outro lado, tais medidas asseguram a capacidade do fundo de honrar suas garantias, reforçando a confiança dos investidores no sistema financeiro.

O caso Master evidenciou a importância do FGC como instrumento de proteção ao crédito, mas também demonstrou os desafios para manter sua solidez diante de situações excepcionais. As ações planejadas pelo fundo indicam uma resposta rápida e estruturada para preservar sua sustentabilidade e a estabilidade do mercado.

Normas e limites das medidas

O estatuto do FGC estabelece limites claros para essas ações: a antecipação pode ser de até cinco anos de contribuições e a cobrança extraordinária não pode exceder metade da alíquota atual. Essas regras garantem um equilíbrio entre a necessidade de recomposição financeira e a preservação da saúde financeira dos associados.

O conselho do FGC deverá oficializar essas medidas após concluir o pagamento integral das garantias aos investidores, momento em que avaliará o impacto e a necessidade de ajustes adicionais.

![Imagem relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos e bancos Master e Will Bank](https://www.moneytimes.com.br/uploads/2026/01/master-e-will-715×402-1-640×340.jpg “Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro”)

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

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