Board of peace de Trump reúne países para reconstrução de Gaza e enfrenta ausências notáveis

CNBC

United Arab Emirates, Hungria e Paquistão participam da cerimônia de assinatura enquanto potências europeias se abstêm

Board of Peace de Trump reúne países para reconstrução de Gaza, mas importantes nações europeias não participaram da cerimônia em Davos.

O Board of Peace de Trump foi oficialmente instituído durante uma cerimônia realizada no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, com o objetivo de supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito entre Israel e Hamas. A iniciativa contou com a presença de líderes de países como Emirados Árabes Unidos, Hungria e Paquistão, entre outros, que assinaram o acordo para integrar o conselho.

Composição do Board of Peace de Trump

O grupo reúne representantes de diversas nações, incluindo:

Isa bin Salman bin Hamad Al Khalifa, ministro do gabinete do primeiro-ministro, Bahrain
Nasser Bourita, ministro das Relações Exteriores, Marrocos
Javier Milei, presidente da Argentina
Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia
Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão
Rosen Zhelyazkov, primeiro-ministro da Bulgária
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria
Prabowo Subianto, presidente da Indonésia
Ayman Al Safadi, ministro das Relações Exteriores da Jordânia
Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão
Vjosa Osmani-Sadriu, presidente de Kosovo
Mian Muhammad Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão
Santiago Peña, presidente do Paraguai
Mohammed Bin Abdulrahman Al Thani, presidente do Catar
Faisal bin Farhan Al Saud, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita
Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia
Khaldoon Khalifa Al Mubarak, enviado especial dos Emirados Árabes Unidos nos EUA
Shavkat Mirziyoyev, presidente do Uzbequistão
Gombojavyn Zandanshatar, primeiro-ministro da Mongólia

Ausências e controvérsias

Apesar da lista expressiva, várias potências europeias e ocidentais se abstiveram de participar. Países como Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Bélgica, Suécia, Eslovênia e Noruega não estiveram presentes e, em alguns casos, rejeitaram formalmente o convite.

O Reino Unido, por exemplo, optou por não assinar, citando preocupações com a participação do presidente russo Vladimir Putin, que também recebeu um convite mas não compareceu à cerimônia. Espanha manteve a decisão sobre sua participação sob revisão, enquanto França e Alemanha declinaram o convite alegando necessidade de mais tempo para avaliação. A Itália demonstrou abertura, mas destacou a necessidade de trabalho adicional.

Reação e perspectivas

Durante o evento, o presidente Donald Trump afirmou que a guerra em Gaza “realmente está chegando ao fim”, em meio a críticas a países como a Espanha, que foi alvo por supostamente buscar “andar de graça” em questões de defesa.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a iniciativa em novembro do ano anterior, visando a supervisão do cessar-fogo e a reconstrução da região devastada. Israel, embora não presente na cerimônia, deve integrar o conselho posteriormente, conforme reportagens.

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mohammed Mustafa, manifestou disposição em colaborar com o Board of Peace e com as instituições governamentais locais para garantir que a reconstrução avance de forma coordenada.

Estrutura executiva do conselho

Além dos representantes nacionais, o Board conta com um “Executive Board” formado por figuras políticas e empresariais, entre eles:

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para o Oriente Médio
Jared Kushner, genro de Trump
Sir Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
Marc Rowan, CEO da Apollo
Ajay Banga, presidente do Banco Mundial
Robert Gabriel, assessor de segurança

Este corpo executivo tem a missão de operacionalizar a visão do conselho, coordenando esforços diplomáticos e financeiros para a reconstrução de Gaza.

A iniciativa liderada por Trump enfrenta desafios significativos, tanto pela ausência de importantes atores globais quanto pelas complexas dinâmicas políticas entre os países envolvidos, mas representa uma tentativa de estabelecer um mecanismo multilateral para a estabilização e reconstrução do território palestino.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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