Rebeca Ramagem é lançada como candidata a deputada federal pelo PL no Rio de Janeiro

O Partido Liberal (PL) anunciou, na última sexta-feira (24), a candidatura de Rebeca Ramagem ao cargo de deputada federal pelo Rio de Janeiro. A decisão foi formalizada durante a convenção estadual da legenda, onde também foram apresentadas outras pré-candidaturas, como a de Douglas Ruas ao governo do Estado e Carlos Portinho ao Senado Federal.

Rebeca, que é procuradora do estado de Roraima, reside atualmente nos Estados Unidos com seu marido, Alexandre Ramagem, desde o final de 2025. A mudança para a Flórida ocorreu após a condenação de Alexandre por suposta participação em tentativas de golpe de Estado, situação que também envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Rebeca declarou, em vídeo nas redes sociais, que sua candidatura se dá em função da impossibilidade de retorno do marido ao Brasil.

Em sua fala, Rebeca enfatizou a importância de defender o cidadão de bem e criticou abusos e perseguições. Ela deixou suas funções na procuradoria de Roraima, e não recebe salário desde dezembro de 2025, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Sua remuneração, quando ativa, era de aproximadamente R$ 46 mil mensais.

Alexandre Ramagem foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado, além de 50 dias-multa, com valor equivalente a um salário mínimo por dia.

Durante a convenção, Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), destacou que o plano de governo foi elaborado com a participação dos cidadãos. Ele também mencionou a recente reconciliação entre o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enfatizando que isso é um sinal de união para o futuro do país.

Flávio, que participou da convenção por telefone, expressou sua preocupação com a situação do Rio de Janeiro, referindo-se ao estado como sendo “sequestrado por narcoterroristas”. Ele pediu um esforço conjunto para “resgatar o Rio” e alertou que o próximo presidente da República terá um papel crucial na escolha de quatro ministros do STF, o que pode influenciar significativamente os rumos do Brasil.

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