Trump processa JPMorgan Chase e Jamie Dimon por debanking político

Brooke Singman

A ação judicial de US$ 5 bilhões acusa o banco de encerrar contas por motivações políticas

Trump processa JPMorgan Chase e CEO Jamie Dimon por US$ 5 bilhões, acusando o banco de debanking por razões políticas após 2021.

O ex-presidente Donald Trump ingressou com uma ação judicial contra o JPMorgan Chase e seu CEO, Jamie Dimon, buscando uma indenização de US$ 5 bilhões por suposto encerramento de contas bancárias motivado por razões políticas. O processo foi protocolado em um tribunal estadual da Flórida, em Miami, e envolve também várias empresas do setor hoteleiro ligadas a Trump.

Acusações centrais da ação

A petição alega que, em 19 de fevereiro de 2021, o banco notificou Trump e suas entidades que várias de suas contas seriam encerradas em 19 de abril daquele ano, sem aviso prévio, justificativa clara ou qualquer possibilidade de recurso. Segundo o documento, essa decisão teria sido tomada unilateralmente pelo JPMorgan, que teria buscado se distanciar politicamente do ex-presidente em razão de suas posições conservadoras e dos eventos relacionados ao protesto de 6 de janeiro.

O processo destaca que Trump e seus negócios mantiveram uma relação bancária com o JPMorgan por décadas, movimentando centenas de milhões de dólares, e afirma que o encerramento das contas causou danos financeiros e reputacionais significativos. Além disso, acusa o banco de incluir Trump e seus associados em uma lista negra compartilhada com outras instituições financeiras, infundadamente os rotulando como não conformes às normas bancárias.

Resposta do JPMorgan Chase

O banco respondeu afirmando que lamenta o processo, mas acredita que ele não tem mérito. Segundo um porta-voz, o JPMorgan não encerra contas por motivos políticos ou religiosos, mas por riscos legais ou regulatórios. A instituição mencionou o esforço junto a governos para alterar as regras que geram essa situação, ressaltando a importância de prevenir a politização do setor bancário.

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, declarou em 2025 que o banco não debanka clientes por suas crenças políticas, mas reconheceu que as exigências regulatórias acabam por levar ao encerramento de contas em certos casos. A posição foi similarmente adotada pelo CEO do Bank of America, outro banco citado em controvérsias recentes.

Contexto de outras ações relacionadas

O processo de Trump se soma a outras ações judiciais envolvendo grandes bancos e a política de encerramento de contas. Em 2025, a Trump Organization moveu ação contra o Capital One após o encerramento de mais de 300 contas da empresa e da família Trump, também atribuído a motivações políticas. Essas disputas refletem um debate mais amplo sobre o papel das instituições financeiras e seu impacto sobre a liberdade econômica e a expressão política.

Repercussão e próximos passos

A equipe jurídica de Trump exige um julgamento com júri e prepara-se para defender a tese de que o debanking por motivações ideológicas configura uma prática comercial injusta e ilegal. A ação deve ser acompanhada de perto por especialistas em direito financeiro e político, dado seu potencial impacto sobre as relações entre bancos e clientes politicamente expostos.

A controvérsia destaca os desafios que instituições financeiras enfrentam na gestão de riscos regulatórios e sociais, além de levantar questões sobre a neutralidade e a transparência no acesso a serviços bancários.

Fonte: www.foxbusiness.com

Fonte: Brooke Singman

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: