Presidente da Apex comenta apreensão sobre acordo Mercosul-União Europeia

Jorge Viana destaca resistência europeia e prioridades do Senado para 2026

Jorge Viana, presidente da Apex, manifesta apreensão sobre acordo Mercosul-União Europeia diante de desafios políticos e tarifários.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, manifestou apreensão em relação ao acordo Mercosul-União Europeia (UE) após recentes decisões e desafios enfrentados pelo pacto. A conjuntura atual inclui o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a judicialização do acordo pela Comissão Europeia, o que tem gerado incertezas quanto à sua implementação.

Resistências e desafios do acordo

Segundo Jorge Viana, o acordo envolve economias que, combinadas, representam o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, com cerca de US$ 22 trilhões. Apesar do potencial bilateral positivo, o acordo enfrenta forte resistência na Europa, sobretudo por setores que percebem as salvaguardas como mecanismos para proteger distorções de mercado. Essa oposição se manifesta tanto em setores políticos à direita quanto à esquerda, criando uma colisão que dificulta o avanço do pacto.

Prioridades do Senado brasileiro para 2026

Em diálogo recente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Viana recebeu a confirmação de que a aprovação do acordo Mercosul-UE será uma agenda prioritária para o Legislativo em 2026. Alcolumbre pretende mobilizar esforços para que o tema seja tratado com urgência no retorno do recesso parlamentar, buscando também coordenar ações junto aos líderes dos congresso dos países do Mercosul. Essa estratégia visa pressionar os europeus de forma diplomática para acelerar a aprovação do acordo em ambas as regiões.

Expectativas e posicionamento europeu

O Conselho Europeu está previsto para se posicionar sobre a votação do acordo Mercosul-União Europeia, o que poderá definir os próximos passos do processo. Jorge Viana destacou que a revisão jurídica, já aplicada em acordos anteriores entre a UE e o Canadá, tem sido utilizada como instrumento para postergar ou dificultar a implementação. Destacou ainda que a internalização do acordo no Brasil será acelerada pelo governo, conforme afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, embora o país não deva interferir em processos judiciais externos.

Contexto geopolítico e comercial

O acordo Mercosul-União Europeia é visto como estratégico para fortalecer o comércio entre América do Sul e Europa, oferecendo benefícios para exportadores e importadores de ambos os blocos. No entanto, a atual conjuntura internacional, marcada por barreiras tarifárias e disputas políticas, tem colocado em xeque a fluidez das negociações e a efetivação do pacto. A atuação conjunta dos países do Mercosul e das instituições legislativas brasileiras será crucial para tentar superar os impasses e viabilizar o acordo.

A evolução do cenário será acompanhada de perto nos próximos meses, com atenção especial às decisões do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, bem como às movimentações internas do Congresso brasileiro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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