Ministro da Fazenda pretende deixar cargo em janeiro e discute sucessão com Lula
Fernando Haddad avalia nomeações no Ministério da Fazenda com Durigan para chefe da pasta e Ceron para secretaria-executiva, mantendo continuidade na gestão econômica.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está em processo de planejamento para sua saída do cargo, prevista para ocorrer nas próximas semanas de janeiro de 2026. Uma das principais decisões em pauta envolve a sucessão na liderança da pasta, com Haddad avaliando a nomeação de Dario Durigan, atual secretário-executivo, para assumir o comando da Fazenda.
Avaliação da equipe e continuidade
Segundo fontes próximas ao ministério, Haddad deseja manter a continuidade da gestão econômica adotada até o momento. Para isso, além de Durigan na chefia da Fazenda, o ministro considera nomear Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional, para a secretaria-executiva, posição deixada por Durigan.
A definição dessa estrutura é parte de um desenho estratégico que visa preservar a interlocução com o Congresso e a coerência nas negociações de políticas públicas, elementos em que Durigan tem desempenhado papel fundamental.
Decisões ainda pendentes
Embora o cenário para a sucessão esteja sendo delineado, a liderança do Tesouro Nacional ainda não foi decidida, conforme apurado. Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutem conjuntamente as nomeações, ressaltando que a decisão final cabe ao chefe do Executivo.
Impactos e expectativas
Haddad comunicou na última semana sua intenção de deixar a Fazenda em janeiro, mas ainda sem data exata. Uma possível viagem oficial à Índia entre 19 e 21 de fevereiro, ao lado de Lula, poderia influenciar o cronograma, embora ainda não tenha sido formalmente convocada pelo Palácio do Planalto.
Durigan tem se destacado por sua interlocução entre as secretarias e pela condução das medidas econômicas junto ao Congresso, além de uma aproximação recente com o presidente Lula, o que reforça sua indicação para a chefia da pasta.
Futuro político de Haddad
Após deixar a Fazenda, Fernando Haddad manifestou interesse em colaborar na campanha para a reeleição do presidente Lula, além de ter seu nome cogitado para candidaturas ao Senado ou ao governo de São Paulo. Ele já iniciou conversas com o presidente sobre seu papel eleitoral, embora sem consenso até o momento.
Essa movimentação evidencia o papel político estratégico que Haddad poderá exercer em 2026, tanto no âmbito governamental quanto eleitoral.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Dario Durigan Fazenda Fiscal arcabouço
