Margareth Menezes destaca fundos específicos do audiovisual como fonte de recursos do filme indicado ao Oscar
A ministra da Cultura esclarece que Lei Rouanet não financiou O Agente Secreto, que contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.
O sucesso internacional do filme brasileiro O Agente Secreto reacendeu debates sobre o financiamento cultural no país, especialmente envolvendo a Lei Rouanet. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, esclareceu que a produção não foi financiada por esse mecanismo, mas sim por fundos específicos do setor audiovisual.
O papel do Fundo Setorial do Audiovisual
Segundo a ministra, O Agente Secreto contou com recursos provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O FSA é composto por contribuições como a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). Esses fundos são destinados a apoiar o desenvolvimento, produção e distribuição de filmes brasileiros, fortalecendo o cinema nacional de forma estruturada.
Esclarecimento sobre a Lei Rouanet
Embora a Lei Rouanet seja um importante mecanismo de incentivo fiscal para projetos culturais no Brasil, a ministra ressaltou que O Agente Secreto não utilizou esses recursos, desfazendo suposições equivocadas. A lei permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do imposto de renda para cultura, mas o setor audiovisual possui modelos próprios de financiamento que se mostram eficazes para produções de grande porte.
Defesa da cultura brasileira e críticas ao filme
Margareth Menezes classificou como “mesquinhas” as críticas direcionadas ao filme, defendendo a importância do investimento em produções culturais brasileiras de qualidade. Para ela, o audiovisual nacional vive um momento de maturidade e relevância, que merece reconhecimento e estímulo. O apoio público e privado, através dos fundos específicos, tem sido essencial para a consolidação dessa fase.
O Agente Secreto no Oscar 2026
O Agente Secreto recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, disputando categorias como Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. Além disso, o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por seu trabalho em Sonhos de Trem. Este reconhecimento internacional evidencia o potencial do cinema brasileiro quando apoiado por estruturas de financiamento adequadas.
Impacto e repercussão
A repercussão do filme e das indicações fortalece o debate sobre os mecanismos de fomento à cultura no Brasil, evidenciando que investimentos direcionados e específicos para o audiovisual têm possibilitado a produção de obras competitivas mundialmente. A ministra da Cultura reforça a necessidade de políticas públicas que garantam a continuidade desse desenvolvimento, afastando narrativas que possam desmerecer os avanços conquistados.

Wagner Moura e Kleber Mendonça Junior nos bastidores de O Agente Secreto. Foto: Divulgação
Fonte: www.metropoles.com
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