BTG Pactual destaca estabilidade e valorização no mercado de galpões mesmo com expansão da oferta
O mercado de galpões logísticos em São Paulo encerrou 2025 com alta demanda e queda na vacância, e o BTG prevê crescimento para 2026.
O mercado de galpões logísticos em São Paulo fechou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com resultados que confirmam a força da demanda, segundo análise do BTG Pactual. A absorção líquida na região metropolitanas alcançou 484,7 mil metros quadrados (m²), ligeiramente superior aos 483,5 mil m² do mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a captura líquida somou 1,5 milhão de m², contra 1 milhão de m² em 2024, refletindo uma demanda mais robusta e contínua.
Dinâmica da vacância e oferta por regiões
A taxa de vacância no estado de São Paulo encerrou 2025 em 7,8%, em queda frente aos 8,7% registrados no primeiro trimestre do ano. No entanto, observações regionais indicam variações: no raio até 15 km da capital, a vacância subiu para 10,7%, diante de movimentações pontuais. Apesar disso, o segmento permanece estável, com absorção líquida próxima à absorção bruta, sinalizando baixo volume de devoluções.
Até 30 km da capital, o mercado seguiu aquecido com a entrega de mais de 330 mil m² entre outubro e novembro, e um aumento de 7,5% nos preços pedidos no trimestre. Os galpões devolvidos nesta região retornaram ao mercado com valores superiores à média, reforçando o cenário positivo. Já na faixa entre 30 e 60 km, a taxa de vacância recuou para 5,5%, em virtude da forte demanda e escassez de ativos disponíveis.
No raio de até 90 km, destaca-se a cidade de Extrema, em Minas Gerais, onde a atividade construtiva é baixa, mas a absorção de galpões foi de cerca de 50 mil m² no 4T25, evidenciando expansão da demanda para áreas metropolitanas próximas.
Lançamentos e modelos contratuais sustentam o crescimento
Durante o último trimestre de 2025, foram lançados 543 mil m² de galpões, com significativa parcela já pré-locada, o que demonstra confiança dos investidores e inquilinos no segmento. Outro ponto relevante é o crescimento do modelo built-to-suit (BTS), em que os imóveis são construídos sob medida para inquilinos específicos com contratos longos. Segundo o BTG, este formato reduz riscos de vacância e favorece reajustes positivos nos aluguéis.
O preço médio pedido pelos galpões atingiu R$ 32,1 por m², estabelecendo um recorde histórico para o estado de São Paulo. Esse aumento reflete a valorização dos ativos e a forte demanda que segue pressionando o mercado.
Perspectivas para 2026
O BTG mantém uma visão otimista para o setor de galpões logísticos em São Paulo para 2026. Espera-se que a combinação entre alto volume de pré-locações, continuidade dos projetos BTS e o controle da vacância mantenham o segmento em crescimento sustentável. A expectativa é que regiões próximas à capital continuem a receber um volume relevante de novos empreendimentos, enquanto áreas a 60 e 90 km possam experimentar valorização mais expressiva nos aluguéis pela menor atividade construtiva nessas zonas.
Esse cenário indica que a demanda alta impulsiona galpões logísticos com sustentabilidade, e o mercado deve seguir em expansão no próximo ano, reforçando o papel estratégico desses ativos para a cadeia logística e o setor imobiliário.
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Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: BTG Pactual