Ouro renova recorde e ultrapassa US$ 4,9 mil por onça-troy

Alta do ouro segue impulsionada por incertezas geopolíticas e expectativas de mercado

Ouro renova recorde e fecha acima de US$ 4,9 mil por onça-troy pela primeira vez, impulsionado por incertezas geopolíticas e projeções de alta.

O ouro renovou seu recorde histórico nesta quinta-feira (22), fechando acima de US$ 4.900 por onça-troy pela primeira vez, um movimento impulsionado por um mix de fatores geopolíticos e econômicos que mantêm o metal precioso em alta.

Influência das tensões geopolíticas na Groenlândia

Apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter retirado a ameaça de novas tarifas contra países europeus relacionadas à disputa pela Groenlândia, as incertezas persistem. A ilha do Ártico, pertencente à Dinamarca, tem sido um ponto de atenção por sua importância estratégica. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, expressou desconhecimento sobre detalhes de um esboço de acordo entre os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ressaltando limites inegociáveis para a região. Essa indefinição alimenta a cautela dos investidores, favorecendo o ouro como ativo refúgio.

Desempenho dos metais na Comex

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro valorizou 1,57%, fechando em US$ 4.913,40 por onça-troy. Paralelamente, a prata para março apresentou avanço ainda mais expressivo, de 4,03%, encerrando a sessão a US$ 96,37 por onça-troy. Esses movimentos refletem a busca por segurança diante da volatilidade do cenário internacional.

Projeções otimistas dos analistas financeiros

O Swissquote Bank destaca que a alta do ouro demonstra o ceticismo dos investidores diante do cenário atual. Já o Goldman Sachs revisou para cima sua projeção para o ouro em 2024, elevando a estimativa do preço até o fim do ano para US$ 5.400 por onça-troy, superando a previsão anterior de US$ 4.900. A expectativa é compartilhada pelo banco UBS, que também prevê valorização contínua do metal precioso.

Impacto das políticas monetárias do Federal Reserve

Na esfera macroeconômica, a leitura da inflação nos Estados Unidos ficou em linha com as expectativas, mantendo inalteradas as apostas do mercado quanto à política monetária do Federal Reserve (Fed). Segundo o monitoramento do CME Group, as probabilidades indicam que os juros permanecerão estáveis em janeiro, mas há expectativas de cortes graduais ao longo do ano, reduzindo as taxas para a faixa entre 3,0% e 3,50%. Tradicionalmente, cortes de juros tendem a beneficiar o ouro, pois diminuem o custo de oportunidade de manter ativos não rentáveis como o metal.

Conclusão

A conjunção de fatores geopolíticos envolvendo a Groenlândia, aliada às expectativas de flexibilização monetária nos Estados Unidos, mantém o ouro em trajetória ascendente, renovando seu recorde histórico e consolidando-se como um ativo estratégico para investidores em busca de segurança. O cenário sugere que o metal continuará a ser monitorado de perto diante das incertezas globais e das decisões econômicas futuras.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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