Fiscalização intensificada no viaduto do Alto Boqueirão restringe veículos pesados

Setran reforça controle para preservar estrutura da ponte e garantir segurança no tráfego urbano

Setran intensifica fiscalização no viaduto do Alto Boqueirão para limitar peso de veículos e evitar danos à estrutura construída há mais de 60 anos.

A fiscalização viaduto Alto Boqueirão recebeu reforço da Superintendência de Trânsito (Setran) para coibir o tráfego de veículos pesados que ultrapassam o limite de dez toneladas permitido na via que liga as ruas João Miqueletto e Eduardo Pinto da Rocha, em Curitiba.

Histórico e necessidade da fiscalização

O viaduto conecta os bairros Sítio Cercado e Alto Boqueirão e foi projetado originalmente para o tráfego de veículos urbanos leves. Com mais de 60 anos, a estrutura sofreu danos devido ao trânsito de caminhões pesados, principalmente carregados com grãos, que não deveriam trafegar pela ponte. Esses veículos ultrapassam o peso máximo autorizado, ameaçando a integridade do viaduto.

Em março de 2022, o viaduto foi interditado para pedestres e veículos devido à fragilidade estrutural dos pilares, provocada pela ação do tempo e uso inadequado. A Secretaria Municipal de Obras Públicas conduziu um projeto emergencial de reforço estrutural, incluindo reparos nos pilares, lajes e instalação de aparelhos de apoio. Após as obras, a passagem foi liberada em dezembro de 2023, porém com restrições rigorosas quanto ao peso e velocidade dos veículos.

Medidas adotadas e fiscalização

Para preservar a estrutura reforçada e garantir a segurança no trânsito, a Setran regulamentou o limite máximo de peso bruto total para dez toneladas e estabeleceu velocidade máxima permitida de 40 km/h no viaduto.

Entre 1 e 20 de janeiro de 2026, os agentes de trânsito da Setran aplicaram mais de 64 autos de infração a motoristas que desrespeitaram o limite de peso, especialmente caminhões carregados que insistem em trafegar pela via proibida. Essa fiscalização intensificada visa dissuadir o trânsito indevido de veículos pesados, evitando novos danos e possíveis interdições futuras.

Impactos locais e depoimentos

Denerval Souza Barros, mecânico com oficina há mais de 30 anos no entorno do viaduto, relata que o trânsito de caminhões pesados prejudica o fluxo e aumenta os riscos na região. Ele destaca a importância da fiscalização para evitar que a ponte precise ser novamente fechada.

Rotas alternativas para veículos pesados

Para caminhões acima de dez toneladas, a Setran indica trajetos alternativos para evitar o viaduto do Alto Boqueirão:

No sentido João Miqueletto ao Alto Boqueirão: virar à esquerda na Eduardo Pinto da Rocha, depois à direita na Rua Guaçuí, seguir por Tijucas do Sul, virar à direita na Rua Ourizona até a Danilo Pedro Schreiner.

No sentido contrário: acessar a Danilo Pedro Schreiner, continuar até Rua Ourizona, virar à esquerda na Rua Coronel Joaquim Antônio de Azevedo, seguir até Nova Aurora e Tijucas do Sul, conectar ao prolongamento na Rua Guaçuí e virar à esquerda na Rua Eduardo Pinto da Rocha até a João Miqueletto.

A Setran reforça a necessidade do cumprimento dessas orientações para garantir a preservação da estrutura do viaduto e a segurança dos usuários.

Considerações finais

A intensificação da fiscalização no viaduto do Alto Boqueirão representa uma ação preventiva vital para manter a infraestrutura urbana funcional e segura. Controlar o tráfego de veículos pesados em vias não preparadas para tal permite prolongar a vida útil do equipamento e evitar transtornos maiores para a população local e para o tráfego municipal.

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br

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