Trump e a estratégia de negociação por trás da crise da Groenlândia

Donald Trump signe son livre "The art of the deal".

Como o ex-presidente usou táticas do seu livro para influenciar a política internacional

A estratégia de negociação Trump guiou a crise da Groenlândia, aplicando táticas do seu livro para criar pressão e influência em política global.

A estratégia de negociação Trump guiou a crise da Groenlândia, demonstrando como táticas empresariais podem ser replicadas na esfera política internacional. Em janeiro de 2026, o ex-presidente aplicou as lições do seu livro clássico, Art of the Deal, para conduzir uma intensa semana de negociações e disputas geopolíticas.

A tática por trás da crise

Trump iniciou o episódio afirmando, via redes sociais, que os Estados Unidos precisavam da Groenlândia para fins de segurança nacional, estabelecendo um tom elevado e inegociável, conforme o padrão estabelecido em seu livro. Essa postura de “mirar alto” serviu para criar um cenário de pressão máxima.

Em seguida, a estratégia de BATNA (Melhor Alternativa a um Acordo Negociado) foi utilizada ao máximo. Ao ameaçar a aplicação de tarifas tarifárias crescentes contra oito aliados da OTAN, Trump criou um custo elevado para a ausência de acordo, aumentando a instabilidade nos mercados e pressionando governos europeus a reagirem rapidamente.

A manipulação da alavancagem e do medo

O uso da alavancagem foi evidente na ameaça direta às economias dos aliados, denunciada por líderes como Emmanuel Macron, que qualificou a medida como bullying contra a soberania territorial. Nessa dinâmica, Trump posicionou os EUA como o “mal menor” dentro da crise, manipulando o medo de uma ruptura maior na aliança transatlântica.

Resposta e concessões

Diante da reação internacional e da volatilidade nos mercados, o ex-presidente suavizou sua postura em um discurso no Fórum Econômico Mundial, negando a intenção de usar força militar para a aquisição da Groenlândia. Posteriormente, anunciou um “framework” para uma futura cooperação em segurança no Ártico, indicando uma abertura para negociação e deixando que os parceiros encontrassem um meio-termo.

O jogo das fantasias e da realidade

Apesar da retórica agressiva, a realidade do acordo pouco altera o status atual, já que os EUA possuem ampla presença militar em território groenlandês desde 1951. No entanto, Trump capitalizou a narrativa para alimentar a fantasia americana de domínio estratégico do Ártico, reforçando sua imagem de negociador audaz e vitorioso.

Conclusão

A crise da Groenlândia evidenciou como a estratégia de negociação Trump, baseada em pressão, jogo de poder e manipulação de percepções, pode ser eficaz no cenário internacional. O episódio combina elementos de bravata, cálculo político e uso consciente da mídia para influenciar resultados. Mesmo que o impacto prático sobre a geopolítica do Ártico seja limitado, o evento foi uma exibição clara do modus operandi de Trump no tabuleiro global.

Fonte: fortune.com

Fonte: Donald Trump signe son livre "The art of the deal".

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