Acordo entre Estados Unidos e OTAN sobre Groenlândia ainda é incerto

colorida de Donald Trump

Declarações de Trump no Fórum Econômico Mundial geram dúvidas sobre o futuro do pacto

Apesar do anúncio de Trump sobre um acordo envolvendo a Groenlândia, detalhes permanecem obscuros e aliados da OTAN negam cessão da ilha aos EUA.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, em 23 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um esboço de acordo envolvendo a Groenlândia, uma ilha autônoma pertencente ao território da Dinamarca. Este anúncio gerou repercussão internacional devido às ambições históricas de Trump em relação à ilha, já manifestadas durante seu primeiro mandato, e à importância estratégica da Groenlândia para a segurança nacional americana.

Contexto das ambições americanas sobre a Groenlândia

Trump já havia sugerido a compra da Groenlândia entre 2017 e 2021, enfatizando a relevância da ilha para os interesses norte-americanos no Ártico. A região, apesar de autônoma, integra o território dinamarquês e, consequentemente, está sob a proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da qual a Dinamarca é membro. Qualquer movimento para alterar essa situação poderia ser interpretado como uma agressão a um aliado da aliança militar.

Reações da OTAN e escalada diplomática

Em resposta às ameaças de Trump, países membros da OTAN enviaram tropas para a Groenlândia como demonstração de apoio à soberania da Dinamarca. Em contrapartida, o governo americano anunciou tarifas de 10% contra essas nações, medida que foi suspensa após a reunião entre Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também realizada em Davos.

Negociações e pontos centrais do acordo

Segundo Trump, o acordo inicial firmado visa garantir “acesso total e ilimitado” dos EUA à Groenlândia, justificando a ação por motivos de segurança nacional, sobretudo para conter potências como China e Rússia na região. O plano inclui a instalação de um sistema de defesa aérea inspirado no Domo de Ferro israelense, chamado “Domo de Ouro”, para interceptar possíveis ataques de mísseis.

Além da defesa, o controle sobre minerais de terras raras presentes na ilha também consta entre os interesses americanos na negociação. O presidente afirmou que as discussões futuras serão conduzidas por seu vice-presidente JD Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo enviado especial Steve Witkoff.

Negativa da Dinamarca e da OTAN sobre mudança de soberania

Após o encontro em Davos, tanto o governo dinamarquês quanto a OTAN negaram que haja qualquer intenção de transferência da soberania da Groenlândia para os Estados Unidos. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que não houve oferta de cessão territorial, reforçando o compromisso com a integridade do território nacional.

Histórico militar dos EUA na Groenlândia

Desde 1951, os EUA mantêm um acordo com a Dinamarca que permite o envio de militares para a ilha, com a base aérea de Pituffik sendo operada por Washington. Estima-se que atualmente cerca de 100 soldados norte-americanos estejam posicionados na região, o que demonstra a longa presença estratégica americana no Ártico.

Perspectivas para as negociações futuras

Embora o anúncio de Trump tenha causado alvoroço diplomático, as negociações seguem em estágio inicial e ainda suscitam muitas dúvidas sobre os termos e impactos do possível acordo. A interlocução direta entre autoridades americanas e europeias deve definir o rumo das tratativas, que serão observadas de perto por diversos atores internacionais devido à importância geopolítica da Groenlândia e do Ártico como um todo.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: colorida de Donald Trump

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