Trump sugere usar Otan para conter imigração na fronteira dos EUA

m colorida de Donald Trump

Presidente americano propõe acionar artigo de defesa coletiva para reforçar controle migratório

Donald Trump propõe testar a Otan para atuar contra a imigração na fronteira com o México, usando o artigo de defesa coletiva pela primeira vez nesse contexto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a situar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no centro do debate sobre segurança, desta vez propondo que o bloco militar seja usado para conter a imigração na fronteira com o México. Em publicação nas redes sociais em 22 de janeiro de 2026, Trump afirmou que o país poderia “testar” o Artigo 5 do tratado da Otan, que estabelece a defesa coletiva entre os países-membros, para enfrentar o que chamou de “invasão” de migrantes.

Proposta inédita gera questionamentos

O Artigo 5 da Otan nunca foi utilizado para questões migratórias. Tradicionalmente, ele é acionado somente em casos de ataques armados contra membros da aliança. O único uso até hoje ocorreu em 2001, quando os Estados Unidos solicitaram apoio após os atentados terroristas de 11 de setembro. A sugestão de Trump, portanto, rompe com precedentes e levanta dúvidas sobre os limites e a função da Otan no cenário global.

Contexto de atritos na aliança

A sugestão de Trump ocorre em meio a um momento delicado nas relações entre Washington e seus aliados europeus. O presidente americano tem pressionado para que os EUA exerçam maior controle sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, citando motivos de segurança estratégica. Após declarações polêmicas e ameaças de compra — inclusive por meios militares — houve reações firmes da Europa, que reforçou a defesa do território sob a proteção do tratado da Otan.

Negociações e recuos nas tensões

Em meio a negociações, Trump indicou que os Estados Unidos terão “acesso total” à Groenlândia após acordo envolvendo a Otan, embora tenha evitado confirmar uma compra oficial. Detalhes do entendimento discutido com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ainda não foram divulgados. A pressão gerou uma onda de tarifas de 20% contra países europeus aliados, que acabou sendo retirada posteriormente.

Implicações para a segurança regional

A proposta de usar a Otan para controlar fluxos migratórios expõe o desafio de alinhar interesses nacionais e multilaterais na segurança. Liberar agentes da Patrulha de Fronteira para outras atividades, segundo Trump, dependeria do apoio dos aliados, que historicamente concentram a atuação em segurança externa. Essa visão amplia o debate sobre o papel das organizações internacionais diante de crises híbridas, como a migração em massa.

Reações e perspectivas

A comunidade internacional observa com atenção essa nova postura dos Estados Unidos, que pode redefinir o escopo de atuação da Otan e tracionar o relacionamento entre os países-membros. A iniciativa de Trump sinaliza um movimento de uso pragmático e até controverso da aliança, podendo gerar precedentes para futuras demandas de segurança não convencionais. As tensões com a Europa, especialmente sobre a Groenlândia, também permanecem como um ponto sensível nas negociações.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida de Donald Trump

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