Com crescimento e inovação, Casas Bahia (BHIA3) avança como referência em varejo digital no Brasil
Casas Bahia (BHIA3) acelera investimento em tecnologia, ampliando seu domínio no varejo digital com crescimento expressivo no e-commerce próprio e inovação em crédito digital.
A Casas Bahia (BHIA3) vem consolidando sua posição como uma das principais varejistas digitais no Brasil, resultado de investimentos robustos em tecnologia e inovação voltados para o comércio eletrônico.
Avanço no e-commerce próprio
No terceiro trimestre de 2025, o valor bruto de mercadorias (GMV) da Casas Bahia no e-commerce de estoque próprio alcançou R$ 2,4 bilhões, um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior — o maior dos últimos 15 trimestres. A receita bruta do e-commerce próprio também avançou 11,5%, demonstrando a força do canal digital.
Esse desempenho é sustentado por uma estratégia focada em categorias estratégicas que compõem o core da empresa: linha branca, tecnologia, portáteis e móveis. Ao priorizar esses segmentos, a Casas Bahia diferencia-se de marketplaces generalistas e fortalece sua especialização em produtos de alto valor agregado.
Estratégias de crescimento e diferenciação
Três iniciativas principais explicam os recordes no e-commerce próprio. Primeiramente, o ganho de mercado nas categorias essenciais. Em segundo lugar, o aumento do tráfego qualificado em canais próprios e no relacionamento com o cliente (CRM), reduzindo custos de aquisição e elevando a rentabilidade.
Por último, destaca-se a maior conversão de tráfego, impulsionada pelo crescimento de 8% no crediário digital nos canais online, com produção de R$ 222 milhões no trimestre. A oferta integrada de crédito amplia o acesso do consumidor e facilita a decisão de compra em produtos de ticket mais elevado.
Expansão do marketplace e foco em eficiência
Além do crescimento no modelo 1P (estoque próprio), o GMV do e-commerce 3P (produtos vendidos online sem estoque próprio) cresceu 17,7% no 3T25. Importante notar que 95% do volume 3P é composto por produtos do core, mantendo o foco da empresa em sua especialidade.
Concomitantemente, a Casas Bahia mantém margens em expansão pelo oitavo trimestre consecutivo. O Ebitda ajustado atingiu R$ 587 milhões no trimestre, com margem de 8,5%, a maior dos últimos 30 meses, o que demonstra equilíbrio entre crescimento e disciplina financeira.
Investimentos em tecnologia e logística
No terceiro trimestre, os investimentos (Capex) somaram R$ 96 milhões, 77% acima do mesmo período de 2024. Mais de 60% foram destinados a tecnologia (R$ 57 milhões) e logística (R$ 7 milhões), áreas essenciais para suportar a digitalização e aprimorar a experiência do cliente.
Entre as inovações destaca-se a Central Black, inaugurada na Mega Loja Marginal Tietê, São Paulo, que monitora em tempo real as demandas dos consumidores durante a Black Friday, permitindo ajustes ágeis nas ofertas.
Outra iniciativa é o Zap Casas BahIA, ferramenta com inteligência artificial para atendimento via WhatsApp, que auxilia o consumidor com comparativos de preço e informações práticas, melhorando a interação e a conversão.
Parcerias estratégicas e visão de futuro
A estratégia digital da Casas Bahia inclui parcerias com plataformas consolidadas como o Mercado Livre. Desde novembro, produtos do core são vendidos também nesse marketplace, ampliando o alcance e otimizando a operação.
O CEO Renato Franklin ressalta que o grupo evolui para uma empresa mais eficiente e conectada, preparada para os desafios do futuro do varejo nacional.
Tecnologia como vetor central do negócio
A trajetória da Casas Bahia evidencia que a tecnologia não é vista como custo pontual, mas como elemento central da estratégia de crescimento sustentável. A empresa utiliza dados, automação e inteligência digital para transformar sua operação e garantir vantagem competitiva.
Assim, a Casas Bahia se consolida não apenas como um varejista generalista que avança na digitalização, mas como uma especialista digital focada em categorias técnicas e produtos de maior valor agregado, apta a capturar valor na próxima fase do comércio eletrônico no Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br