Presidente argentino evita associar o nome de Lula aos seus cães, destacando seu apreço pelos animais
Milei afirmou que jamais daria o nome de Lula aos seus cães, classificando isso como um insulto devido ao carinho pelos animais.
Em entrevista concedida em Davos, Suíça, no dia 22 de janeiro de 2026, o presidente argentino Javier Milei reafirmou suas críticas ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido como Lula, e explicou por que jamais nomearia seus cães com o nome do líder petista, o que considerou um insulto.
O episódio ocorreu durante um diálogo com o jornalista John Micklethwait, da Bloomberg, em meio ao Fórum Econômico Mundial. Questionado sobre sua relação política com Lula, Milei destacou que a ligação entre ambos é marcada por divergências ideológicas profundas, especialmente no campo econômico, já que Lula é associado a políticas keynesianas que Milei rejeita.
A provocação e o simbolismo dos nomes
Quando indagado se gostaria de estreitar laços com Lula ou se seus cachorros “latem toda vez que o nome do presidente brasileiro é mencionado”, Milei foi enfático: “Eu os amo muito para insultá-los”, justificando que nunca daria aos seus cães o nome de Lula. Este comentário surgiu em referência ao fato de que ele nomeou seus cães com nomes de economistas liberais, como Milton Friedman e Murray Rothbard, figuras emblemáticas do pensamento econômico que ele defende.
Relação bilateral pragmática apesar das diferenças
Apesar do tom sarcástico em suas declarações, Milei procurou minimizar o impacto das divergências, afirmando que a relação entre Argentina e Brasil, ambos membros do Mercosul, permanece pragmática e madura. Ele destacou que os encontros entre os líderes dos países sul-americanos, incluindo Lula, têm sido frequentes, principalmente para tratar de assuntos comerciais, como a assinatura do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Contexto político e econômico regional
O posicionamento de Milei reflete uma crescente polarização no cenário político sul-americano, onde líderes com visões econômicas distintas buscam estabelecer acordos comerciais e diplomáticos que possam beneficiar suas nações, mesmo diante de fortes divergências ideológicas. A postura do presidente argentino, marcada por um discurso liberal e crítico ao intervencionismo estatal, contrasta com a visão mais intervencionista e social-democrata de Lula.
Implicações para o Mercosul e acordos comerciais
As tensões entre os líderes não têm impedido o avanço nas negociações que visam fortalecer o Mercosul como bloco econômico. Os encontros recentes indicam que, apesar das diferenças, há uma compreensão tácita sobre a importância de manter uma cooperação funcional para enfrentar desafios econômicos globais e garantir vantagens competitivas para os países membros.
Milei, ao participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, também reforçou seu compromisso com o livre mercado, utilizando slogans como “Make Argentina Great Again”, evidenciando sua agenda liberal para o país.
A entrevista, além de ilustrar a relação complexa entre os presidentes, mostra como personalismos e posicionamentos públicos são utilizados como instrumentos políticos que impactam a percepção e as negociações no âmbito regional.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/YouTube Bloomberg