BTG destaca recuperação e demanda elevada para imóveis comerciais em São Paulo
BTG prevê que vacância em queda e preços firmes sustentarão o mercado de lajes corporativas em 2026, com destaque para São Paulo.
O mercado de lajes corporativas segue apresentando sinais robustos de recuperação para 2026, conforme análise do BTG Pactual que enfatiza vacância em queda e preços firmes como pilares dessa sustentação.
Desempenho do mercado em São Paulo
Segundo relatório do banco divulgado recentemente, o segmento de lajes corporativas de alto padrão na cidade de São Paulo registrou uma absorção líquida expressiva no quarto trimestre de 2025, alcançando 74,1 mil metros quadrados (m²), um salto significativo em relação ao terceiro trimestre, que contabilizou 26,9 mil m². No acumulado do ano, a absorção líquida chegou a 238 mil m², superando os 210 mil m² de 2024 e ultrapassando os níveis pré-pandemia de 2019, quando foram registrados 226 mil m².
Redução da vacância e impacto na oferta
A taxa de vacância no mercado paulistano recuou para 12,1% no último trimestre de 2025, comparada aos 13,6% do período anterior, aproximando-se dos índices pré-pandemia, próximos a 10%. Essa queda evidencia um mercado aquecido e com demanda alta, capaz de absorver o estoque novo lançado, especialmente em áreas com maior liquidez e menor disponibilidade de unidades para locação.
Preços resilientes e postura dos proprietários
O BTG destaca que, apesar da aceleração da absorção, os preços pedidos para locação mantiveram alta no quarto trimestre, sem sinais de correção, mesmo em regiões que tradicionalmente apresentavam maior vacância. O eixo Faria Lima é exemplar, com valores próximos a R$ 300 por metro quadrado em negociações recentes. A restrição da oferta combinada com demanda constante tem estimulado os proprietários a adotarem uma postura mais firme nas revisões contratuais, reduzindo concessões e mantendo a valorização dos preços.
Mudanças nas escolhas de localização
Além das regiões prime, o relatório aponta movimentações significativas em ativos localizados em áreas adjacentes, refletindo um fenômeno de flight to price. Empresas têm migrado para locais com custo-benefício mais eficiente, sem comprometer o padrão construtivo e a qualidade dos imóveis, buscando otimização de custos em um cenário de seletividade crescente.
Perspectivas para 2026
A análise do BTG Pactual indica que os fundamentos do mercado apontam para a continuidade do ciclo positivo observado desde 2025, sustentado pela combinação de vacância em queda, absorção consistente e preços firmes. Esse cenário favorece os proprietários de imóveis corporativos, especialmente nas regiões mais valorizadas de São Paulo, assegurando um ambiente propício para novos investimentos e negociações no segmento de lajes.
A tendência de manutenção do equilíbrio entre oferta restrita e demanda sólida demonstra a maturidade do setor pós-pandemia, com ajustes nas estratégias de ocupação e gestão imobiliária alinhadas às necessidades atuais das empresas e ao dinamismo do mercado.
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Imagem ilustrativa do mercado de lajes corporativas em São Paulo

Foto: BTG Pactual
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: BTG Pactual