Rioprevidência lidera investimentos no Banco Master alvo da PF

Banco Master fundo imobiliário

Fundo de pensão do Rio de Janeiro é investigado por aportes elevados em títulos sem garantia do FGC

Rioprevidência, fundo de pensão do RJ, é alvo da PF por investir R$ 970 milhões em títulos do Banco Master, que foi liquidado em 2024.

A Rioprevidência, fundo de pensão responsável pelos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, tornou-se foco de uma investigação da Polícia Federal em 23 de janeiro de 2026. A apuração tem base nos altos investimentos realizados pelo fundo em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano anterior.

Exposição financeira e riscos

Conforme dados recentes do Ministério da Previdência Social, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master, sendo o maior investidor entre fundos de pensão. Essas letras financeiras, ao contrário de outros títulos como CDBs, não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aumentando o risco de perdas para os servidores que dependem desse fundo para sua aposentadoria.

Operação Barco de Papel e suspeitas

A operação da Polícia Federal, denominada “Barco de Papel”, investiga se os aportes foram aprovados irregularmente, contrariando a finalidade previdenciária do fundo e expondo os servidores a riscos elevados. Crimes sob apuração incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução ao erro de órgãos públicos, associação criminosa e corrupção passiva. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na sede da Rioprevidência e contra seus gestores.

Impacto para os servidores públicos

O Rioprevidência é responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, função que exige investimentos seguros e equilibrados para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário. Após a liquidação do Banco Master, o fundo divulgou que o pagamento aos beneficiários está garantido e que os investimentos foram feitos conforme o Plano Anual aprovado pelo conselho administrativo.

Contexto mais amplo dos investimentos no Banco Master

Além do Rioprevidência, outros 17 fundos de pensão públicos investiram cerca de R$ 2 bilhões em letras financeiras do Banco Master, totalizando quase R$ 3 bilhões emitidos pela instituição. Esses investimentos foram realizados em um momento em que o banco buscava novas fontes de financiamento, principalmente após o Banco Central endurecer a regulação sobre captações via CDB para investidores pessoa física.

Fiscalização e desdobramentos

Desde 2024, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já investigava as aplicações do Rioprevidência em ativos que poderiam contrariar regras de investimento, apontando concentração significativa em papéis ligados ao Banco Master. O fundo contestou os valores divulgados, afirmando que o montante real investido foi inferior ao estimado pelo TCE-RJ e que negocia a substituição desses papéis por precatórios federais.

Em resposta a essas irregularidades, em dezembro do mesmo ano, o diretor interino de investimentos do Rioprevidência, Pedro Pinheiro Guerra Leal, foi exonerado. Ele integrava o comitê responsável pela aprovação dos investimentos no Banco Master.

Desafios para o processo de liquidação

Investidores que detêm títulos com garantia do FGC terão seus créditos assegurados, porém fundos de pensão e outros investidores sem essa proteção estão sujeitos a perdas incertas. O processo de liquidação dos ativos do Banco Master, que pode se estender por vários anos, determinará o valor efetivamente recuperável para esses fundos.

A investigação em curso destaca a importância da gestão responsável dos recursos previdenciários e a necessidade de transparência para garantir a segurança financeira dos servidores públicos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: Banco Master fundo imobiliário

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