Declaração do procurador do Irã desmente Trump sobre execuções de presos

Jon Gambrell, Associated Press Jon Gambrell, Associated Press

Procurador-geral iraniano refuta alegações de Trump sobre suspensão de execuções durante protestos

Procurador-geral do Irã nega afirmação de Trump sobre suspensão de execuções de 800 presos durante protestos, enquanto número de mortos ultrapassa 5.000.

Contexto das alegações sobre execuções no Irã

O procurador-geral iraniano Mohammad Movahedi afirmou, por meio da agência oficial Mizan, que as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a suspensão das execuções de 800 presos ligados aos protestos no Irã são “completamente falsas”. Trump havia repetidamente declarado que interveio para impedir essa série de execuções, embora não tenha detalhado as fontes dessas informações.

Impacto da repressão e número de mortos

Ativistas que monitoram a repressão no país relatam que o número de mortos ultrapassa 5.000 pessoas, entre manifestantes e civis, desde o início dos protestos em dezembro. A situação é agravada pelo bloqueio quase total da internet, considerado o mais severo da história do Irã, dificultando a confirmação e o acesso a dados independentes sobre o conflito.

Reação e postura das autoridades iranianas

Movahedi ressaltou a independência do poder judiciário iraniano, destacando que não acata “instruções de potências estrangeiras”. A Justiça iraniana qualifica muitos detidos como “mohareb” (inimigos de Deus), uma acusação que pode levar à pena de morte. A forte repressão lembra episódios de execuções em massa ocorridos em 1988.

Tensões regionais e movimentação militar

Em meio a esse cenário, os Estados Unidos movimentam uma frota militar na região do Oriente Médio, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, numa demonstração de força que o próprio Trump classificou como uma “armada”. A possibilidade de ação militar permanece, apesar de Trump ter evitado ataques até o momento.

Reações políticas e diplomáticas internacionais

O Irã criticou fortemente uma resolução do Parlamento Europeu que condena as ações repressivas e pede o reconhecimento da Guarda Revolucionária como organização terrorista. A resposta iraniana enfatiza que qualquer medida contra suas forças armadas provocará retaliações proporcionais, ressaltando a alta tensão diplomática envolvendo o país.

Considerações finais

O impasse entre as versões apresentadas pelos Estados Unidos e pelo Irã revela o ambiente complexo de desinformação e conflito na região. Enquanto os protestos e a repressão continuam, a comunidade internacional permanece atenta às consequências humanitárias e geopolíticas desse momento crítico.

Fonte: www.pbs.org

Fonte: Jon Gambrell, Associated Press Jon Gambrell, Associated Press

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