Impact investing ganha destaque no Fórum Econômico Mundial e tendências para 2026

A crescente participação de fundos de pensão e o uso da inteligência artificial marcam o avanço dos investimentos de impacto em 2026

Impact investing foi tema central no Fórum Econômico Mundial, com foco em fundos de pensão e inteligência artificial para 2026.

O Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, tornou-se palco para a elevação do impacto dos investimentos de impacto (impact investing), conforme destacou Amit Bouri, CEO da Global Impact Investing Network (GIIN). Em sua participação no evento de 2026, Bouri reforçou a importância dessa modalidade como ferramenta essencial para reimaginar o crescimento econômico, transformar indústrias, proteger trabalhadores e preservar o meio ambiente.

Impact investing no centro das discussões em Davos

Durante o Fórum, Bouri integrou o painel “The Art of Creating Value”, que debateu ações climáticas, liderança e a criação de valor a longo prazo. Também participou da mesa-redonda promovida pela Fundação Gates sobre o futuro do financiamento com foco de gênero, demonstrando a amplitude das temáticas relacionadas ao impacto.

Tendências para 2026: fundos de pensão e inteligência artificial

Entre as principais previsões para o ano, destaca-se o aumento da participação dos fundos de pensão em investimentos de impacto. Esses fundos, que gerenciam as economias de trabalhadores, tendem a direcionar capital para setores que beneficiem diretamente suas bases, como habitação, saúde e soluções climáticas. Essa movimentação já vinha crescendo em 2025, impulsionada por políticas nacionais, como a criação do Office for the Impact Economy no Reino Unido e as diretrizes do Japão para o Government Pension Investment Fund.

Além disso, Bouri apontou para um avanço na aplicação da inteligência artificial (IA) para fins sociais, tanto na mensuração do impacto quanto no desenvolvimento de soluções inovadoras. O uso de IA deve contribuir para uma avaliação mais precisa dos resultados dos investimentos e para a ampliação das áreas atendidas por esses recursos.

Investimento localizado e compromisso das fundações

Outro aspecto em evidência é o crescimento do investimento localizado, que busca atender demandas específicas de regiões, cidades e populações locais. A expectativa é que governos e instituições sigam adotando abordagens que atendam às necessidades particulares das comunidades.

Nesse contexto, o setor filantrópico também enfrenta pressão para abandonar abordagens fragmentadas, ou “side hustle”, em relação aos investimentos de impacto. Artigos recentes sugerem que fundações alinhem integralmente seus patrimônios às suas missões sociais para potencializar os efeitos positivos.

Novos rumos e desafios

Com a aceleração da adoção do impact investing, o desafio será equilibrar o retorno financeiro com benefícios sociais e ambientais claros. A mensuração rigorosa do impacto e o desenvolvimento de políticas públicas coerentes serão fundamentais para consolidar esse mercado em expansão e garantir que ele responda às expectativas dos investidores e da sociedade.

Assim, o ano de 2026 promete ser decisivo para o avanço dos investimentos de impacto, consolidando-os como peça-chave na construção de um futuro mais sustentável e justo.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: