Policial militar cearense é demitido por exercer medicina ilegalmente

Soldado foi afastado após utilizar registro falso para atuar em unidades de saúde no Ceará e no Rio Grande do Norte

Policial militar foi demitido após atuar como médico sem registro oficial, utilizando documentos falsos em unidades de saúde no Ceará e Rio Grande do Norte.

Um policial militar do Ceará foi demitido após ser investigado e flagrado exercendo ilegalmente a profissão de médico em unidades de saúde do interior do estado e também no Rio Grande do Norte. O caso veio à tona quando a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) publicou no Diário Oficial do Estado, em 19 de janeiro, a decisão de desligamento do soldado Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque.

Condutas incompatíveis e investigação detalhada

A CGD concluiu que o soldado Khlisto adotou práticas que destoam da função militar, caracterizando infrações graves. A apuração se baseou em provas robustas, incluindo depoimentos, documentos oficiais e histórico funcional, que evidenciaram a repetição e a gravidade das irregularidades.

Segundo o relatório da investigação, o policial se passava por médico em hospitais e unidades básicas, utilizando indevidamente o registro profissional de outro médico para prestar atendimentos clínicos e emitir receituários. Essa atuação sem registro e sem autorização do Conselho Federal de Medicina (CFM) configura exercício ilegal da medicina, previsto em lei.

Prisão em flagrante e contexto da atuação

Khlisto foi preso em flagrante em julho de 2022 no Hospital Municipal de Paraipaba, litoral oeste do Ceará, após denúncias e fiscalização. A investigação apontou que ele obteve a vaga para atuar por meio de um grupo de WhatsApp, alegando ter cursado Medicina em um país da América do Sul, porém sem reconhecer a legalidade para atuar no Brasil.

Além disso, o policial inseria informações falsas em documentos públicos e fazia uso irregular de receituários médicos, o que agravou sua conduta diante da CGD, que classificou sua prática como uma fraude sistemática e contínua.

Consequências disciplinares e processuais

Desde agosto de 2022, o policial estava afastado das funções, com recolhimento da arma funcional pela Controladoria. Em 2024, virou réu em processo criminal pelo Ministério Público do Ceará, acusado de exercício ilegal da medicina, com processos tramitando na Vara Única da Comarca de Paraipaba.

Paralelamente, a Justiça Militar reconheceu a deserção após Khlisto não retornar ao serviço após licença médica, confirmando o abandono da função e encerrando formalmente seu vínculo com a Polícia Militar do Ceará.

A demissão do policial militar evidencia a rigorosa fiscalização e punição da corporação contra atos que comprometem a ética, segurança e confiança pública, reforçando o combate a fraudes e irregularidades internas.

Impactos para a segurança pública e saúde

Este caso levanta discussões sobre a segurança pública e o controle rigoroso dos quadros das instituições militares. Além disso, destaca a importância da fiscalização nos serviços de saúde para garantir que profissionais atuem dentro da legalidade e com competência, protegendo a população de riscos decorrentes do exercício ilegal da medicina.

A atuação do soldado Khlisto, que se utilizou de artifícios fraudulentos para se passar por médico, representa uma grave ameaça à integridade dos pacientes e à credibilidade dos serviços públicos de saúde. A Polícia Militar e demais órgãos seguem atentos para coibir tais práticas fraudulentas e preservar a ordem institucional.

Fonte: baccinoticias.com.br

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