Metais preciosos se valorizam impulsionados por incertezas econômicas e geopolíticas
Ouro e prata atingem máximas históricas próximas a US$ 5 mil e US$ 100, impulsionados por busca por proteção e incertezas globais.
O ouro e a prata renovaram máximas históricas na última sessão de negociação, refletindo a crescente busca dos investidores por proteção diante de um cenário global marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Entenda a valorização dos metais preciosos
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro fechou em alta de 1,35%, cotado a US$ 4.979,70 por onça-troy, chegando a alcançar quase US$ 4.990 durante o dia. A prata para março avançou 5,15%, atingindo US$ 101,33 por onça-troy, com máxima intraday de US$ 101,68. Na semana, os ganhos se elevaram para 8,36% no ouro e 14,45% na prata.
Além do ouro e prata, outros metais preciosos também se destacaram, como a platina, que subiu 6,38%, para US$ 2.741,30, e o paládio, com alta de 5,18%, cotado a US$ 2.027,60.
Fatores que impulsionam a alta
Especialistas do ING apontam que a valorização da prata é sustentada pela combinação da demanda por proteção e o consumo industrial robusto, em um mercado físico com oferta limitada. Para o ouro, o avanço é respaldado pelo enfraquecimento do dólar, tensões geopolíticas e incertezas econômicas, que elevam o apetite por ativos reais.
A RHB Retail Research destaca que o ouro mantém um impulso altista sólido do ponto de vista técnico, com possibilidade de atingir cerca de US$ 5.200 por onça-troy, enquanto a Pepperstone reforça o papel do metal como hedge contra imprevisibilidade política, sobretudo nos Estados Unidos.
Demanda de bancos centrais e cenário global
Analistas do Saxo Bank ressaltam que a recente valorização dos metais preciosos é influenciada pela demanda firme de bancos centrais, principalmente de economias emergentes, que reduzem exposição ao dólar e aumentam reservas em ouro. Além disso, fatores estruturais como o dólar mais fraco e o elevado endividamento público global contribuem para o cenário favorável.
Desafios e perspectivas
Apesar da redução dos temores imediatos de conflitos tarifários entre EUA e Europa, o ouro e a prata continuaram a subir, apoiados por tensões geopolíticas contínuas e receios sobre a independência do Federal Reserve. O ambiente indica que a trajetória de alta pode se manter enquanto persistirem essas incertezas.
Acompanhando o cenário global, investidores e analistas permanecem atentos às movimentações dos bancos centrais, indicadores econômicos e eventos geopolíticos que podem afetar a dinâmica dos metais preciosos nos próximos meses.
Fonte: www.moneytimes.com.br