Análise do impacto do modelo empresarial na gestão pública americana sob Trump
Donald Trump adota postura de CEO na presidência dos EUA, impulsionando uma agenda pró-negócios e um estilo agressivo de governança que desafia paradigmas tradicionais.
Desde o início de sua segunda gestão, o presidente Donald Trump tem sido visto como uma figura que atua na presidência dos Estados Unidos com a mentalidade de CEO, aplicando princípios empresariais para gerir a nação como uma corporação — a “USA Inc.”. Essa estratégia é marcada por uma postura pró-negócios, que tem recebido elogios de líderes empresariais, especialmente os CEOs das maiores companhias do país.
O encontro em Davos e o apoio empresarial
Em janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump reuniu dezenas de executivos de topo após seu discurso, promovendo um jantar e sessões de networking que evidenciaram sua aproximação com o setor privado. CEOs destacaram a diferença em relação à administração anterior, percebendo uma vontade clara do presidente em favorecer o sucesso empresarial, fazendo-os “vencer” em um ambiente econômico de alta competitividade, especialmente por conta da corrida pela inteligência artificial.
Estratégia empresarial aplicada à governança
Trump adota uma abordagem que pode ser entendida como a de um CEO em processo de turnaround: descarta métodos tradicionais, reavalia operações, elimina ineficiências e aposta em novas oportunidades com rapidez, mesmo correndo riscos legais e políticos. Ele explora novas fontes de receita, como tarifas comerciais, e promove a substituição de subsídios governamentais por participação acionária do Estado em certas áreas, buscando alinhar interesses públicos e privados.
Crescimento econômico em meio a desafios
Sob essa gestão, a economia americana tem apresentado crescimento robusto, com o Produto Interno Bruto atingindo 4,4% no terceiro trimestre do ano anterior, superando expectativas. No entanto, persistem desafios significativos, como o aumento da dívida pública, a desigualdade de renda e os impactos da automação e da inteligência artificial, que ameaçam empregos de baixa remuneração.
Ambiguidade entre interesses públicos e privados
A linha que separa o que é benéfico para os EUA, para o setor empresarial e para o próprio presidente muitas vezes se confunde. Essa ambiguidade levanta questionamentos sobre os limites éticos e legais dessa gestão com características híbridas, mesclando governança pública e práticas corporativas, o que mantém a sociedade e o mercado atentos aos próximos passos do governo.
O cenário futuro da “USA Inc.” sob Trump
O experimento político de um presidente que age como CEO é acompanhado globalmente e divide opiniões. Enquanto alguns veem potencial para modernizar a gestão pública e dinamizar a economia, outros alertam para riscos de concentração de poder e conflito de interesses. A continuidade desse modelo depende dos resultados econômicos e da capacidade de equilibrar interesses diversos em um país complexo como os Estados Unidos.
Fonte: fortune.com
Fonte: Getty Images