Início dos trabalhos legislativos em fevereiro marca a mobilização da oposição para investigações e pauta polêmica
Oposição organiza agenda no Congresso de 2026 para instalar CPIs, especialmente para investigar o Banco Master, e pressionar análise de veto presidencial.
A oposição no Congresso Nacional prepara uma ofensiva para o início de 2026, com o objetivo de pautar investigações e temas que podem impactar o cenário político, sobretudo com a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A prioridade manifesta é a criação da CPI para investigar o Banco Master, que já tem apoio significativo entre deputados e senadores.
A CPI do Banco Master como foco central
O pedido para a instalação da CPI do Banco Master, apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) na Câmara, já conta com 257 assinaturas, inclusive de parlamentares da oposição e de partidos diversos, demonstrando um esforço articulado para pressionar o governo e o Centrão. No Senado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) também vem coletando assinaturas para o pedido.
As investigações pretendem apurar indícios de fraudes que envolveriam fundos previdenciários estaduais e municipais, ampliando o alcance da denúncia para além de operações privadas. A oposição enxerga nesse movimento uma possibilidade de desgaste político para o governo Lula, especialmente em um ano eleitoral.
CPMI do INSS e os riscos de divisão política
Além da CPI do Banco Master, parlamentares de direita defendem a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo prazo termina em março. O presidente da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), planeja pleitear prorrogação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Contudo, há receios dentro da oposição de que essa CPMI possa provocar divisão entre os grupos da direita, sobretudo após a divulgação de uma lista com nomes ligados a pastores e igrejas supostamente envolvidas no esquema, incluindo parentes de empresários ligados ao Banco Master.
Pressão pela análise do veto presidencial
A oposição também pressiona o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a convocação de uma sessão conjunta que analise o veto do presidente Lula ao projeto que reduz penas dos condenados na trama golpista, inclusive ex-presidentes. O veto foi assinado no mesmo dia do evento em memória dos ataques aos Três Poderes em 2023, e ainda não tem data definida para ser analisado.
Entraves na PEC da Segurança e no PL Antifacção
No final de 2025, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e do Projeto de Lei Antifacção foi adiada devido à resistência no Congresso. Parlamentares, governadores e bancadas estaduais manifestaram preocupações sobre a centralização de poder, autonomia local, custos e a eficácia das medidas propostas. A polarização política contribui para o travamento dessas matérias.
A agenda da oposição para o Congresso de 2026 mostra uma estratégia clara de uso das CPIs e da pressão legislativa para influenciar o contexto político, com foco em temas que podem gerar repercussão eleitoral e tensionar as relações entre os poderes e os grupos políticos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Deputados da oposição ocupam a Mesa do Plenário da Câmara