Centro-sul do Brasil enfrenta máxima acima da média histórica com calor intenso
Alta temperatura deve persistir no centro-sul do Brasil com possibilidade de onda de calor entre 24 e 28 de janeiro.
Os últimos dias de janeiro de 2026 apresentam alta temperatura em diversas regiões do centro-sul do Brasil, conforme aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A partir do sábado, 24 de janeiro, o calor se intensificou especialmente no Mato Grosso do Sul e na Região Sul do país, com previsão de máximas elevadas entre terça (27/1) e quarta-feira (28/1).
Sistema atmosférico e ausência de chuvas
Um sistema de alta pressão atmosférica estabeleceu-se sobre a Região Sul e parte do Mato Grosso do Sul após a passagem de uma frente fria no início da semana. Esse sistema dificulta a formação de nuvens e limita as chuvas, criando condições para a elevação das temperaturas. Consequentemente, não há previsão de precipitações significativas para os próximos dias nestas áreas.
Regiões e cidades com temperaturas acima da média
No Rio Grande do Sul, o calor deve permanecer intenso até pelo menos 28 de janeiro, com máximas que podem ultrapassar os 38°C. As temperaturas médias históricas para janeiro na região oeste costumam variar entre 31°C e 33°C, mas entre os dias 24 e 28, as máximas previstas ficam entre 35°C e 39°C, até 6°C acima do normal. Cidades como Alegrete, São Borja e Uruguaiana estão entre as mais afetadas.
Em Santa Catarina, as temperaturas máximas também apresentarão elevação, especialmente nas cidades de Chapecó, São Miguel do Oeste e Iporã do Oeste, onde os termômetros podem alcançar entre 35°C e 36°C entre os dias 26 e 28.
No Paraná, o calor intenso deve se concentrar no oeste do estado, incluindo áreas próximas a Cascavel, Guarapuava e Pato Branco, com máximas até 5°C acima da média.
Em Mato Grosso do Sul, o aumento das temperaturas teve início em 23 de janeiro e deve persistir até 26 de janeiro, mantendo o calor elevado por cerca de quatro dias consecutivos.
Possibilidade de onda de calor
O Inmet não descarta a formação de uma onda de calor, sobretudo no Rio Grande do Sul. Segundo definições da Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma onda de calor caracteriza-se por temperaturas máximas que permanecem pelo menos 5°C acima da média histórica durante cinco dias consecutivos ou mais.
Este fenômeno climático pode trazer impactos diversos, como desconforto térmico, aumento do consumo de energia elétrica e riscos à saúde, especialmente para grupos vulneráveis.

Foto: MirageC / Getty Images
Fonte: www.metropoles.com
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