Primeira-ministra italiana defende contribuição e sacrifícios da Itália na missão contra o terrorismo
Giorgia Meloni criticou comentário de Trump que minimizou papel da OTAN no Afeganistão, ressaltando sacrifícios da Itália e a importância da aliança.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, manifestou forte repúdio às declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriram que os aliados da OTAN “ficaram um pouco afastados” das linhas de frente na missão militar no Afeganistão. A keyphrase “Meloni rebate críticas Trump” reflete o cerne do confronto diplomático ocorrido em janeiro de 2026.
Defesa da contribuição italiana na missão
Meloni destacou que, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a OTAN ativou o Artigo 5 pela primeira vez em sua história, em solidariedade aos EUA. Na sequência, a Itália respondeu prontamente, enviando milhares de soldados e assumindo a responsabilidade pelo Comando Regional Oeste, uma das áreas operacionais mais complexas da missão internacional no Afeganistão.
A primeira-ministra enfatizou o custo significativo dessa operação: 53 soldados italianos mortos e mais de 700 feridos, engajados em combates, missões de segurança e treinamento das forças afegãs. Esses dados sublinham a intensidade e o empenho das tropas italianas no esforço conjunto contra o terrorismo.
Rejeição às minimizações e apelo ao respeito
Meloni classificou como “inaceitáveis” as afirmações que minimizam o papel dos aliados da OTAN em solo afegão, especialmente quando proferidas por um país aliado como os Estados Unidos. Ela ressaltou que a amizade entre Itália e EUA é sólida, baseada em valores comuns e cooperação histórica, mas que requer respeito mútuo para garantir a solidariedade dentro da Aliança Atlântica.
Contexto das declarações de Trump
Donald Trump vem questionando a confiabilidade dos aliados da OTAN, levantando dúvidas sobre seu comprometimento em defender os EUA quando solicitado. Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial, Trump afirmou que os aliados “nunca foram realmente necessários” e que, apesar de terem enviado tropas ao Afeganistão, essas permaneceram em posições secundárias, afastadas das linhas de frente.
Posteriormente, ele suavizou suas declarações ao elogiar os sacrifícios dos soldados britânicos no país, destacando o vínculo forte entre os militares do Reino Unido e dos EUA. Mesmo assim, a controvérsia gerou desconforto entre líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro do Reino Unido e o da Dinamarca.
Sacrifícios internacionais na guerra do Afeganistão
O senador americano Thom Tillis destacou os esforços e perdas dos 31 países aliados que lutaram ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão. Segundo ele, 159 militares canadenses, 90 franceses, 62 alemães, 44 poloneses e 43 dinamarqueses morreram no conflito, evidenciando a dimensão global do compromisso contra o terrorismo e a importância da colaboração internacional.

Desafios para a solidariedade na Aliança Atlântica
O episódio evidencia as tensões existentes na OTAN sobre o equilíbrio entre as responsabilidades dos membros e o respeito mútuo entre aliados. A resposta firme de Meloni representa um posicionamento importante da Itália na defesa da relevância da contribuição europeia para a segurança global e o combate ao terrorismo. Com o cenário internacional em constante transformação, a manutenção da coesão na Aliança Atlântica depende de reconhecer e valorizar os esforços compartilhados, apesar das divergências políticas.
A discussão também reflete as complexidades das relações transatlânticas, onde interesses nacionais, percepções públicas e lideranças políticas influenciam a dinâmica de cooperação militar e diplomática entre os países membros da OTAN.
Fonte: www.foxnews.com