Produtor musical que influenciou o pagode moderno faleceu aos 74 anos no Rio de Janeiro
Bira Haway, produtor musical fundamental para o samba e pagode, morreu aos 74 anos no Rio após complicações de saúde, deixando um legado que marcou gerações.
Bira Haway samba pagode foi um produtor musical que marcou profundamente o cenário do samba e do pagode no Brasil. Bira, cujo nome verdadeiro era Ubirajara de Souza, faleceu aos 74 anos no Hospital Carlos Chagas, localizado em Marechal Hermes, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 25 de janeiro de 2026.
A trajetória e influência de Bira Haway
Bira iniciou sua carreira longe dos holofotes, atuando como percussionista na noite paulistana. Foi desse período que surgiu seu apelido artístico, “Haway”, inspirado no nome do estúdio onde gravava. Mais tarde, já no Rio de Janeiro, ele se destacou também como cantor e intérprete de escola de samba, chegando a ser a voz oficial da Estácio de Sá, uma das principais agremiações da cidade.
Durante os anos 1980, Bira consolidou-se nos bastidores da música como produtor musical. Sua contribuição foi decisiva para o sucesso e consolidação do pagode moderno, trabalhando com grupos que seriam referência no gênero nas décadas seguintes, como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Revelação. O produtor ajudou a moldar uma sonoridade que atravessou gerações, tornando-se referência e inspiração para diversos artistas.
Desafios de saúde e falecimento
Nos últimos meses de vida, Bira enfrentou um quadro delicado de saúde. Após uma cirurgia que resultou na amputação de uma de suas pernas, ele chegou a receber alta hospitalar, mas seu estado se agravou novamente. Na última semana antes de seu falecimento, ele foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Cidade de Deus, onde foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. Devido à gravidade, foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, onde veio a falecer.
Homenagens e legado
Bira Haway era também pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Molejo, que faleceu em 2024. Nas redes sociais, integrantes do Molejo como Andrezinho Silva, Claumirzinho e Jimmy manifestaram seu pesar, exaltando Bira como mestre, guia e pai artístico. Sua morte foi sentida profundamente no meio musical, sobretudo no samba e pagode, gêneros nos quais sua influência foi fundamental.
O legado de Bira Haway permanece vivo na história do samba e pagode, por meio das músicas que produziu e dos artistas que ajudou a lapidar. Ele deixou uma marca indelével que continuará inspirando gerações futuras.
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Fonte: portalleodias.com
Fonte: @molejooficial)