Declarações contraditórias e falta de evidências marcam resposta oficial à morte de Alex Pretti pela Patrulha de Fronteira
A administração Trump enfrenta críticas após divulgar acusações não comprovadas sobre a morte de Alex Pretti pela Patrulha de Fronteira em Minneapolis.
A morte de Alex Pretti em Minneapolis, ocorrida em um confronto com a Patrulha de Fronteira no último sábado, desencadeou uma série de declarações controversas por parte da administração Trump, que fizeram uso de alegações contraditórias e sem comprovação, segundo análises de imagens e relatos locais.
Acusações oficiais e contradições
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Pretti “atacou” os agentes, um argumento repetido pelo diretor do FBI, Kash Patel. No entanto, as filmagens disponíveis até o domingo não mostram Pretti agredindo os oficiais. Ao contrário, ele é visto tentando mediar a situação, chegando a gravar a ação dos agentes e intercedendo para evitar agressões contra outras pessoas.
Noem também declarou que Pretti estaria “brandindo” uma arma, mas ninguém nas imagens observa Pretti segurando um armamento. Um revólver foi retirado de sua cintura por um agente momentos antes do disparo que resultou em sua morte. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, confirmou que Pretti possuía uma permissão válida para portar a arma, exercendo seus direitos legais durante o protesto.
Retórica agressiva e ausência de provas
O vice-chefe da Casa Branca, Stephen Miller, qualificou Pretti como “assassino” tentando matar agentes federais, uma narrativa compartilhada também pelo vice-presidente JD Vance. O comandante da Patrulha de Fronteira, Gregory Bovino, e a Secretaria de Segurança Interna usaram termos como “massacre” e “máximos danos” para descrever as intenções atribuídas a Pretti, sem apresentar evidências concretas.
Em entrevistas subsequentes, tais declarações foram suavizadas ou evitadas, indicando uma mudança na comunicação oficial diante da falta de provas.
Direitos legais e o contexto do protesto
Pretti participou de protestos contra ações da administração relacionadas à imigração, especialmente após a morte de outra manifestante, Renee Good, em janeiro. Ele era enfermeiro registrado e exercia direitos constitucionais, incluindo o porte legal de arma e a liberdade de expressão ao registrar a atuação policial.
Organizações de direitos de armas e especialistas legais ressaltaram que não existe proibição no estado de Minnesota para o porte de arma em manifestações públicas por portadores de permissão, contestando as interpretações feitas por autoridades federais.
Impacto das declarações oficiais
A disputa entre as versões oficiais e os relatos visuais aumentou a tensão em torno do caso, gerando críticas sobre o uso da retórica para justificar ações policiais e influenciar a opinião pública. Familiares de Pretti condenaram as acusações, classificando-as como “repugnantes” e distorcidas.
O episódio levanta questionamentos importantes sobre a responsabilidade das autoridades em fornecer informações precisas e transparentes em incidentes envolvendo uso da força, especialmente em contextos de protestos e direitos civis.
Fonte: www.cnn.com
Fonte: of the pistol recovered by federal agents after a shooting in Minneapolis, Minnesota is shown on a screen behind Secretary of Homeland Security Kristi Noem duri