Zelensky reforça pedido de apoio militar após ataques russos a Kiev

Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

Presidente ucraniano destaca aumento dos bombardeios e impacto no inverno rigoroso

Zelensky pede mais apoio militar após ataques russos que deixaram Kiev sem aquecimento em meio a temperaturas rigorosas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou por “mais apoio militar após ataques russos” especialmente focado em defesa aérea, diante da escalada dos bombardeios sobre Kiev. Na noite de 25 de janeiro de 2026, a capital ucraniana enfrentava o segundo dia consecutivo sem aquecimento em centenas de edifícios residenciais, em meio a um inverno rigoroso que agrava a crise humanitária.

Impactos dos ataques russos em Kiev

Segundo o prefeito Vitali Klitschko, 1.676 prédios residenciais de vários andares permaneceram sem aquecimento após o ataque em 24 de janeiro, afetando milhares de moradores em temperaturas abaixo de zero. A infraestrutura energética ucraniana tem sido alvo constante da Rússia ao longo dos quase quatro anos de conflito, mas o inverno atual é apontado como o mais severo desde o início da guerra.

Além disso, a intensidade dos ataques tem sobrecarregado as defesas aéreas do país. Zelensky informou que somente na última semana foram lançados pelos russos mais de 1.700 drones de ataque, 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de variados tipos, evidenciando a escala da ofensiva.

Consequências humanitárias e operacionais

As constantes tentativas de reparo nas redes de aquecimento e eletricidade têm sido dificultadas pelos ataques contínuos e pelas condições climáticas adversas. A situação levou à evacuação de aproximadamente meio milhão de pessoas da capital, reforçando a urgência de apoio internacional para mitigar os efeitos do inverno rigoroso sobre a população civil.

Apoio internacional e contexto histórico

Em Vilnius, capital da Lituânia, Zelensky participou de uma cerimônia em memória da revolta de 1863 contra a Rússia czarista, simbolizando a resistência histórica dos povos da região diante da agressão russa. O presidente polonês Karol Nawrocki, presente no evento, destacou os paralelos entre essa luta histórica e a atual invasão da Ucrânia, reforçando o apoio firme da Polônia e da Lituânia a Kiev.

Recentemente, ambos os países forneceram centenas de geradores para auxiliar a infraestrutura ucraniana devastada pela guerra.

Negociações de paz sem avanços significativos

As conversas mediadas pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia, realizadas em Abu Dhabi, encerraram no sábado (24/1) sem progressos aparentes quanto ao plano de Washington para encerrar o conflito. Apesar disso, Zelensky qualificou o diálogo como “construtivo” e confirmou um novo encontro para a próxima semana, demonstrando a persistência nas negociações mesmo diante da escalada dos ataques.

A situação expressa a complexidade do cenário, onde o apoio militar aliado se torna crucial para enfrentar a agressão em um contexto de alta tensão e dificuldades humanitárias agravadas pelo inverno.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

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