Minnesota AG critica versão do governo Trump sobre tiroteio

Keith Ellison rejeita narrativa oficial da administração sobre morte em ação de agentes federais

Keith Ellison, procurador de Minnesota, chama de "insana" a versão do governo Trump sobre tiroteio que terminou em morte.

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, criticou neste domingo a versão apresentada pela administração do presidente Donald Trump sobre o tiroteio que resultou na morte de um homem em Minneapolis durante um encontro com agentes federais de imigração. Ellison qualificou a narrativa oficial como “flat-out insane”, ou seja, completamente insana, indicando um forte desacordo com a forma como o governo federal tem relatado os fatos.

Contexto do tiroteio em Minneapolis

O incidente ocorreu quando agentes federais de imigração estavam envolvidos em uma operação na cidade de Minneapolis. Durante a abordagem, um cidadão local acabou sendo alvejado e morto, o que gerou uma série de questionamentos sobre o uso da força e a condução da operação pelas autoridades federais. A administração Trump divulgou uma versão que, segundo Ellison, distorce os fatos e minimiza as responsabilidades das autoridades envolvidas.

Críticas do procurador Keith Ellison

Keith Ellison, conhecido por sua postura firme em defesa dos direitos civis e das comunidades imigrantes, denunciou a narrativa do governo federal como “flat-out insane”. Ele apontou que a versão oficial ignora evidências e relatos que indicam abusos cometidos durante a operação, e que tal postura compromete a confiança pública nas instituições responsáveis pela segurança e justiça.

Implicações políticas e sociais

A controvérsia em torno do tiroteio reflete tensões mais amplas entre o governo federal e autoridades locais em relação a políticas migratórias e práticas policiais. A postura de Ellison também ocorre em um momento delicado para a administração Trump, que enfrenta críticas internas e externas sobre sua agenda “America First” e o impacto de suas ações sobre minorias e comunidades vulneráveis.

Repercussão e próximos passos

O episódio deve aprofundar debates sobre o papel dos agentes federais nas cidades americanas e a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar abusos. Autoridades locais e organizações de direitos civis seguem mobilizadas para exigir transparência e justiça no caso, enquanto o governo federal mantém sua versão dos fatos, gerando um impasse político que pode influenciar futuras decisões judiciais e legislativas.

Fonte: www.washingtonpost.com

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