Incorporadora aposta no segmento de alto padrão para crescer até 20% em 2026
AW Realty alcançou R$ 1 bilhão em lançamentos em 2025 e projeta crescimento de até 20% em 2026, focando no alto padrão em São Paulo.
Após consolidar R$ 1 bilhão em lançamentos no Valor Geral de Vendas (VGV) durante 2025, a AW Realty projeta expandir suas operações em 2026, com crescimento estimado de até 20%. A incorporadora, que completa sete anos de mercado, tem concentrado esforços no segmento de médio-alto a alto padrão na cidade de São Paulo, apostando na resistência desse nicho frente ao cenário de juros elevados.
Expansão e lançamentos recentes
Em 2025, a AW Realty lançou quatro empreendimentos relevantes: Visar Jardim Europa, com perfil corporativo; Quinta Essência, no Campo Belo; Serena, no Jardim São Paulo; e Union, em Santana. O desempenho comercial foi positivo, mesmo com a Selic em patamares elevados, reforçando a estratégia da empresa de focar em produtos que atendem a uma clientela menos sensível ao crédito.
Perfil do comprador e impacto dos juros
Segundo o CEO Cláudio Carvalho, o consumidor de alta renda apresenta maior diversificação financeira e maior capacidade para quitação com recursos próprios, o que ameniza os efeitos do aumento dos juros. Em contraponto, o segmento médio sofre mais com as dificuldades de aprovação de financiamentos e comprovação de renda, limitando a demanda nessa faixa.
Perspectivas para 2026
A AW Realty planeja entre quatro e cinco lançamentos em 2026, com VGV aproximado de R$ 1,2 bilhão. Dois projetos já estão aprovados para o primeiro semestre e agosto, incluindo um empreendimento boutique de alto padrão próximo ao Hotel Unique e um projeto na Zona Norte, região estratégica para a empresa. A estratégia mantém foco restrito à capital paulista e sua região metropolitana, sem planos concretos para expansão para outras cidades.
Gestão de capital e estoque saudável
A incorporadora alia recursos próprios dos sócios a financiamentos produtivos e evita o endividamento para compra de terrenos, preferindo permuta. O estoque atual, avaliado em cerca de R$ 3 bilhões em VGV potencial, é considerado suficiente para lançamentos nos próximos três anos. Estudo do UBS reforça a percepção da resiliência do mercado imobiliário paulistano, com estoque em níveis equilibrados e baixo risco de bolha.
Cenário macroeconômico e demanda reprimida
Carvalho destaca que a principal restrição atual está na renda média, com demanda reprimida que poderá se manifestar com eventual queda da taxa Selic. A expectativa é que o mercado de alta renda continue aquecido em 2026, enquanto o médio padrão enfrenta maiores desafios. A companhia inicia o ano com custos controlados e busca repetir o desempenho de 2025, aproveitando as oportunidades que o ciclo de juros pode oferecer no futuro próximo.
Fonte: brazileconomy.com.br
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