Condição ainda pouco diagnosticada afeta milhões de mulheres e exige olhar médico integrativo para tratamento eficaz
Por muito tempo, o lipedema e a celulite foram tratados apenas como questões estéticas. No entanto, a ciência e a prática clínica mostram que essas condições envolvem inflamação crônica, alterações hormonais, disfunções circulatórias e metabólicas — e, por isso, exigem uma abordagem médica mais ampla e individualizada. Segundo o médico integrativo Dr. Cleugo Porto, especialista no tratamento de lipedema e celulite, o maior erro é olhar apenas para a aparência da pele. “O lipedema não é gordura comum. Trata-se de uma doença inflamatória crônica, progressiva e dolorosa, que atinge principalmente mulheres e impacta diretamente a qualidade de vida”, explica.
O lipedema costuma se manifestar com acúmulo desproporcional de gordura, especialmente em pernas e braços, acompanhado de dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e facilidade para hematomas. Já a celulite, embora mais comum, também está associada a inflamação do tecido subcutâneo, má circulação e alterações hormonais. “Nem toda celulite é apenas estética, assim como nem toda gordura localizada é simples excesso de peso. Muitas pacientes fazem dieta, atividade física e mesmo assim não veem resultado, porque a raiz do problema não está sendo tratada”, afirma o médico.
De acordo com o Dr. Cleugo Porto, o tratamento eficaz passa por uma avaliação detalhada do organismo como um todo. “Na medicina integrativa, investigamos fatores hormonais, resistência à insulina, inflamação sistêmica, funcionamento intestinal, deficiência de micronutrientes e até níveis de estresse. Tudo isso influencia diretamente a evolução do lipedema e da celulite”, destaca. A partir desse diagnóstico, é possível associar estratégias como ajustes nutricionais, suplementação específica, terapias injetáveis, tecnologias médicas e procedimentos minimamente invasivos, sempre respeitando a individualidade de cada paciente.
Outro ponto fundamental é o diagnóstico precoce. “Quanto antes o lipedema é identificado, maiores são as chances de controle da progressão da doença e de melhora significativa dos sintomas”, ressalta o especialista. Para ele, informação é parte do tratamento. “Muitas mulheres convivem com dor e frustração por anos, achando que o problema é falta de disciplina. Quando entendem que se trata de uma condição médica, tudo muda — inclusive a forma de tratar”.
O olhar integrativo, segundo o médico, não promete soluções milagrosas, mas resultados reais e sustentáveis. “Não existe tratamento único ou padrão. O sucesso está em combinar ciência, tecnologia e um cuidado personalizado, olhando a paciente além da estética”, conclui o Dr. Cleugo Porto.
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