EUA detalham intervenção militar para proteger interesses nas Américas

World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA reforça ação ativa no Hemisfério Ocidental

Documento da Estratégia Nacional de Defesa dos EUA anuncia defesa ativa dos interesses no Hemisfério Ocidental, ameaçando medidas decisivas.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou, em 23 de janeiro de 2026, a nova Estratégia Nacional de Defesa que reforça uma postura agressiva e ativa para proteger os interesses americanos em todo o Hemisfério Ocidental, abrangendo desde o Canadá até países da América Central e do Sul.

Defesa ativa dos interesses nos pontos estratégicos

Assinado pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, o documento enfatiza a importância de garantir o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas como o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. A estratégia diz que, mesmo em parceria com os países vizinhos, os Estados Unidos exigirão respeito e compromisso para defender interesses comuns.

Medidas decisivas contra quem não colaborar

O texto deixa claro que, caso esses países não atendam às exigências dos EUA, Washington estará pronto para aplicar “medidas focadas e decisivas” para promover seus objetivos na região. Esse posicionamento é reforçado pela menção à recente Operação Absolute Resolve, uma ação militar e de inteligência que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, mostrando a rapidez e a precisão da atuação americana.

Corolário Trump à Doutrina Monroe

A estratégia é caracterizada no documento como um “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, remetendo a uma política externa histórica de 1823 que buscava garantir a supremacia dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental, agora reativada com uma abordagem mais agressiva.

Supremacia militar restaurada

Segundo o Departamento de Guerra, após um período de negligência, os EUA pretendem restaurar sua supremacia militar na região, utilizando-a para proteger a pátria e os acessos estratégicos. Essa postura representa uma reafirmação da hegemonia americana e uma advertência clara aos países latino-americanos e canadenses sobre os limites da tolerância dos EUA.

Contexto e implicações

Essa nova estratégia surge em um momento de tensões geopolíticas, evidenciando o interesse dos EUA em manter influência forte no Hemisfério Ocidental. A menção a intervenções militares como a Operação Absolute Resolve indica que Washington está disposto a empregar força para garantir seus interesses, o que pode gerar reações diplomáticas e políticas na região.

Esta análise destaca que a Estratégia Nacional de Defesa dos Estados Unidos não apenas detalha a intenção de proteger interesses estratégicos, mas também estabelece um tom ameaçador para países das Américas que não alinharem suas políticas a esses objetivos, sinalizando um possível aumento das tensões e intervenções na região.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: World Economic Forum / Benedikt von Loebell

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